3 MANEIRAS DE VIAJAR SEM GASTAR COM ACOMODAÇÃO

A gente completou outro dia 47 dias seguidos sem gastar com acomodação!

Isso significa que desde os últimos dias na China, todos os dias na Malásia e até então na Indonésia devemos ter economizado cerca de U$1000. E como isso é incrível pra gente como a gente, que quer viajar muito mas não ficou rico, queremos compartilhar com vocês como temos feito:

 

COUCHSURFING

 

Couchsurfing, ‘surfe de sofá’, é uma rede onde pessoas disponibilizam um espacinho para receber viajantes sem custo nenhum. Tem gente que oferece o sofá na sala, um quarto separado, cama de casal, cama de solteiro, a própria cama pra dividir e até espaço no chão caso você possa levar o seu saco de dormir.

Para fazer parte você se inscreve gratuitamente no site e preenche seu perfil. Você pode querer se hospedar, querer oferecer hospedagem ou fazer as duas coisas, dependendo do momento em que estiver.

A gente adora e recomenda! Além de economizar a gente entra em contato com os locais e com a cidade de uma maneira diferente, sem as fórmulas prontas dos guias de viagem. Você se hospeda em regiões nada óbvias, vai comer as melhores e mais baratas comidas naqueles restaurantes que você nunca encontraria sozinho, participa do dia a dia imerso em uma outra cultura e faz amigos que dá vontade de levar junto.

O ideal é que você entre em contato com uma certa antecedência pra que as pessoas se programem e pra que você possa ter tempo pra se familiarizar com o que te oferecem e ver se encaixa mesmo com o seu perfil. Nem sempre a gente faz isso porque algumas vezes decidimos em cima da hora, mas caso sua viagem seja mais planejada vale a pena.

 

TRABALHO VOLUNTÁRIO

 

Vários sites oferecem esse tipo de serviço de maneira bem simples. Os mais famosos são o WorkAway, que é o que a gente usa, o WWOOF, o WorldPackers e o HelpX. Mas você pode até entrar em contato com os lugares diretamente, tem muita ONG com o próprio programa de voluntariado. O mais bacana desses sites é que eles custam muito pouco, diferente dos esquemas de agência de turismo, por exemplo.

Os trabalhos variam muito muito! Dá pra dar aula de inglês, ser recepcionista em hostel, limpar jaula de elefante, entreter crianças, passar o dia conversando com velhinhos, tirar fotos, traduzir textos, cuidar dos gatos, construir banheiro, pintar parede. E em todos os lugares imagináveis, desde as mais frenéticas cidades até os mais desertos paraísos. Não é exagero, a diversidade é enorme.

Você preenche seu perfil, o quanto mais detalhado e sincero melhor, e entra em contato com onde pretende trabalhar e espera. O mínimo que eles oferecem, normalmente, é acomodação. Mas a gente já ficou em lugares que dão café da manhã e uma ajuda em dinheiro por dia trabalhado, tem outros que dão todas as refeições, transporte, roupa lavada. Vale pesquisar bem e sempre analisar com calma cada proposta e, principalmente, os comentários. O ideal é escolher aquilo que combina com o seu perfil e que permita um tempo livre, assim dá pra aproveitar a viagem.

 

VIAGEM A NOITE

 

Essa recomendação é um pouco contraditória mas não deixa de ser uma opção. Na China fizemos isso algumas vezes, já que as distâncias são enormes, mas não foi super agradável. Nem sempre o transporte é confortável. Passamos 14 horas dentro de um trem com um assento tão duro e apertado que praticamente passamos a noite em claro.

O ideal é que a viagem seja longa o suficiente pra que você consiga descansar e tenha o mínimo de conforto. É péssimo passar um dia da viagem cansado, sem energias suficiente pra aproveitar o lugar. Então se você tem poucos dias na viagem vale repensar. Numa viagem mais longa dá tempo de recuperar as energias, já que os dias tem um ritmo diferente.

O mais legal é que essas opções têm em comum um tempo diferente do que uma simples passagem pelos lugares. O que mais temos aproveitado dessas experiências é o contato com as pessoas e com a cultura local. E a economia é certa, a gente garante.


Se você tem mais ideias ou dicas pra viajar mais barato conta pra gente.

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TRABALHANDO PARA OS ORANGUTANGOS EM BORNEO (29/09/15 – 19/10/15)

Antes de resolver qualquer coisa da nossa volta ao mundo a gente se inscreveu no WorkAway. Como casal a gente pagou 32 dólares (que valiam menos que barra de ouro no começo do ano) para ter um perfil durante dois anos. O site permite que você entre em contato com organizações e pessoas do mundo todo que oferecem trabalho em troca de facilidades, pode ser hospedagem, alimentação, transporte e até um pouco de dinheiro às vezes.

Foi lá que a gente encontrou o Monkeebar, e foi por isso que resolvemos vir pra parte da Malásia que fica na ilha de Bornéu. O bar fica na cidade de Kuching e é um dos mais frequentados na cidade. Metade dos lucros do vai para o Orangutan Project, um projeto de conservação animal nas florestas tropicais da ilha.

Antes de mais nada do que a gente gostou é que o projeto é sério de verdade. Nos santuários os voluntários ou turistas não podem pegar os macacos no colo ou colocar qualquer outro animal em situação de turismo irresponsável. São vários animais resgatados, tem macacos, ursos, pássaros, cobras, crocodilos e animais que a gente nunca tinha visto antes, e a idéia é que eles possam retornar ao ambiente selvagem. Infelizmente com a maioria deles isso não vai acontecer, já que eles foram sempre acostumados aos humanos ou são muito cobiçados por caçadores e moradores da região. Hoje parte do que o projeto arrecada é destinada para solucionar – ou minimizar – o problema inicial comprando áreas de floresta, por exemplo.

Depois que nosso trabalho tem sido super divertido. Trabalhamos num bar super animado e as pessoas que conhecemos aqui fazem parte de uma grande família. Parece clichê, né? Mas como todo mundo trabalha e mora junto não tem como ser diferente, o clima é super tranquilo e todo mundo se conhece por um bem comum. Temos só mais uns dias aqui e já estamos tristes de ir embora.

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