HỘI AN OU A CIDADE MAIS FOFA DO VIETNAM

O Vietnam tomou um espaço enorme no meu coração. O que eu lembro é de não ter tanta consciência enquanto eu tava lá do quanto eu estava amando as cidades, as paisagens, as pessoas e a comida. Mas até hoje quando me lembro de alguma coisa de lá parece que o amor pelo país aumenta mais um pouquinho.

Viajamos do sul ao norte de ônibus, uma opção ótima pra quem quer viajar de maneira barata e ir visitando as diferentes regiões do país já que, como ele é muito comprido, demora um bom tempo pra chegar de Ho Chi Min até Ha Noi (ou ao contrário), as duas cidades mais importantes do país. Consideramos até a ideia de comprar uma moto pra fazer o trajeto todo mas a logística, o custo e a falta de coragem fez a gente desistir.

Hội An é uma cidade super fofa, no centro do país que rapidamente se tornou a minha queridinha desde que chegamos lá. A cidade é patrimônio mundial da humanidade, tem praia, templos e campos de arroz próximos mas o que a gente fez mesmo foi aproveitar com calminha as ruas fofas e o pôr do sol, comendo rambutam – uma frutinha que lembra lichia, e é uma delícia – tomando cerveja e se apaixonando por cada chapéu que a gente via na cabeça de um vietnamita.

A cidade é famosa por ter muitas lojas de alfaiataria onde você pode mandar fazer uma roupa sob medida que fica pronta em horas. A gente não fez porque mas dizem que super vale a pena, se você tiver sorte. É lindo andar pelas ruas e ver as lojas cheia de tecidos e roupas. A cidade antiga é cortada pelo Rio Thu Bồn e é o lugar mais gostoso de passear, principalmente durante a noite, onde os bares colocam mesinhas pra fora e você fica vendo os barquinhos passando e o movimento.

Pra mim, mesmo adorando cidades grandes super movimentadas e cheia de coisas pra fazer, o charme dessas cidades menores é que o tempo parece passar mais devagar e o ritmo do dia fica leve leve…

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O MARROM DE LUANG PRABANG

Luang Prabang é um das cidades turísticas mais movimentadas do Laos. Um lugar bonitinho, com resquícios da arquitetura e da comida francesa, já que o país foi colônia no século XIX e XX. Cruzam por ela dois rios importantes: o Mekong e o Nam Khan. A cor dos rios dá ainda mais personalidade pra cidade que tem, também, as ruas marrons, como se a poeira e o barro dominassem todos as superfícies.

Chegamos em clima de festa, já contamos aqui, e nossos dias foram diferentes por conta disso.

A cidade comemorava 20 anos do título de Patrimônio Cultural da Unesco. Na praça central aconteceram algumas apresentações típicas, teve caravana de elefantes e vimos até o presidente no encerramento.

Ao mesmo tempo acontecia o festival de cinema que a gente aproveitou bastante. Vimos filmes da Malásia, Camboja e do Laos. Fizemos alguns workshops e conhecemos pessoas com trabalhos bem diferentes, gente que trabalha muito pra fomentar a cultura local no Sudeste Asiático. Numa conversa com um dos organizadores do Festival percebemos a importância de um evento como esse. O povo do Laos não vai ao cinema. Em todo o país, em seu auge, existiram só 17 cinemas espalhados nas maiores cidades. Então ver um filme representando o próprio povo, com histórias atuais, na língua local, em tela grande e de graça é incrível, é super divertido. Foi bem importante pra gente poder presenciar isso.

Apesar de não termos idos em todos os templos e pontos turísticos mais famosos andamos muito pela cidade. E esse é sempre nosso programa preferido.

A rua principal, onde ficam muitos tuktuks e barracas de sanduíches, vira uma grande feira de rua todas as noites. Os vendedores espalham seus produtos no chão e é preciso tomar cuidado por onde anda. O que mais nos chamou atenção foram braceletes, talheres e abridores de lata feito com as bombas que foram jogadas no país. O Laos é o país mais bombardeado per capta do mundo!

Cruzamos o rio Mekong pra conhecer uma vila de uma tribo local. Onde vimos mulheres produzindo um papel artesanal lindíssimo, com folhas e flores. Um processo demorado e manual, cada uma delas numa atividade diferente. Riam e conversavam, trabalhando tranquilamente. Mais pra frente outra mulher fazendo um tear com infinitos fios. Também muito calmamente, enquanto ria conversando com a mãe que cuidava das crianças.

Tem lugar que o tempo passa de um jeito diferente.

 

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SOBRE ESTAR ABERTO A SURPRESAS

Antes dessa viagem, especialmente em viagens curtas, eu sempre fiz mapas e roteiros. Organizava o que queria ver e fazer pelas regiões de cada cidade, assim os passeios faziam mais sentidos e não deixava quase nada pra trás. Claro que sempre tinha espaço pro desconhecido, pros passeios sem rumo. Mas a minha lógica era que estando pouco tempo num lugar que tem muito pra me oferecer eu precisava ser certeira e eficiente. Tenho essa mania de organização e nas viagens não tinha porque ser diferente.

Assim que a começamos a viajar juntos temos um ritmo diferente. Sem pressa a gente descobre os melhores lugares da maneira que a gente mais gosta, que mais tem a ver com a gente. Desde o começo planejamos muito pouco, mas muito pouco mesmo. Não ficamos procurando as melhores épocas para estar em cada lugar, as vezes fazemos caminho que não fazem tanto sentido e é difícil quando temos certeza do nosso próximo destino.

Alguns vão dizer que planejamento é fator decisivo pra uma viagem como essas. Pra gente, não é. Então funciona assim também. Hoje a gente não vasculha tudo sobre o próximo destino, nem muitas fotos mais a gente vê da próxima cidade.

A verdade é que isso não é uma maravilha. Sabemos que as vezes pagamos passagens de avião mais caras do que deveríamos ou que não vamos conseguir ninguém no couchsurfing pra nos hospedar amanhã. Mas a gente tem se divertido com a sorte / acaso / coincidência.

Chegamos em Luang Prabang, cidade do Laos, faz dois dias. A vinda foi difícil, foram muitas horas num micro-ônibus a 30km/h, onde nem as minhas pernas cabiam de tão apertado. A estrada não tem asfalto e a quantidade de curvas se aproxima ao infinito. Quando chegamos, sem lugar pra ficar porque as vezes nem isso a gente planeja, encontramos pousadas cheias e hotéis caros. Demorou encontrar um lugar que a gente pudesse pagar e, como já era tarde, tomamos banho gelado porque ninguém mais conseguia nos ajudar.

Poderia ser uma tragédia se não fosse a comemoração de 20 anos que a cidade foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Então chegamos numa cidadezinha super bonita e que parece que parou no tempo cheia de coisas pra fazer. Desde que estamos aqui já vimos vários filmes produzidos no sudeste asiático, já fui numa conversa com um americano que tem um projeto fotográfico com cinemas de rua super parecido com minhas pesquisas, já fomos em workshop de produção cinematográfica e em algumas performances sem graça. Amanhã nos esperam 20 elefantes que acabaram de chegar de uma caravana pra preservação da espécie. E nada disso estava nos nossos planos.

Deixar de pesquisar sobre todos os detalhes do próximo destino, além de me deixar mais relaxada, me faz encontrar o desconhecido, me faz ver pela primeira vez os lugares que visito. Pode ser uma cidadezinha nova perto de onde você está, um restaurante que um local diz pra você ir ou a comida que ele sugere você comer, pode ser aquela fruta que você não faz ideia do que é, aquela portinha que você ficou curioso e entrou. Deixar espaço para as surpresas durante uma viagem pode sempre trazer experiências divertidas.

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101 DIAS NA ESTRADA

Hoje comemoramos 101 dias de viagem pelo mundo. Saímos de casa dia 10 de agosto com um roteiro prévio na cabeça e um pouco de dinheiro na conta. Já foram viagens de avião, trem rápido, trem lento, barco, ônibus, carro, moto, bicicleta e tuktuk. Visitamos cidades grandes, pequenas, campo, floresta, ilhas paradisíacas, parques nacionais, ruínas. Estamos no quarto país da viagem, a Tailândia, na 18ª cidade, Koh Tao, e não sabemos bem ao certo pra onde vamos daqui.

Todos os nossos dias tem sido diferentes. Tem dia que estamos mais dispostos e animados, que exploramos todos os cantinhos de um lugar, tem dias que conhecemos mais pessoas outros dias que ficamos só os dois. As vezes o corpo pede um descanso, as vezes dá preguiça, mas as vezes a gente passa mais de 12h andando sem sentir o tempo passar.

Andamos de chinelo praticamente todos os dias e estamos em mais contato com a natureza do que nunca. Cada um descobriu que adora fazer alguma coisa nova e a gente ainda procura realizar as pequenas vontades que por algum motivo ainda não tinhamos colocado em prática. Ter tempo de verdade, pra nós mesmos e pro outro, tem sido a coisa mais importante que conquistamos.

Dava pra fazer várias listas pra resumir as cidades que mais gostamos, as comidas mais gostosas, as paisagens mais incríveis ou as pessoas legais que conhecemos. Mas a gente achou melhor só contar que tudo tem sido incrível, que o mundo é maior do que a gente imaginava e que estamos muito felizes.

 

Temos um monte de coisas pra contar, fotos pra mostrar, dicas pra dividir por isso o formato do Pelas Nuvens mudou um pouquinho. Agora somos pelasnuvens.com então não temos mais propagandas chatas ou limite de imagens. O mapa é nossa novidade preferida, parece uma bagunça mas ele é um resuminho de tudo, dá pra ver por onde a gente andou clicando aqui. Logo a gente vai lançando mais detalhes sobre a gente, a viagem, o planejamento, dinheiro, mala, coisas práticas. Agora estamos separando os posts em mais categorias e tags, pra ficar mais fácil encontrar os assuntos relacionados. Não esquece de acompanhar a gente no Facebook e no Instagram também, lá é mais rápido e fica tudo concentrado.

Se você encontrar qualquer probleminha no site nos avise porque somos super amadores e queremos deixar tudo bem bacana e funcional. Caso ache que falta alguma coisa ou quer saber mais sobre algum assunto, entra em contato com a gente.

Boa viagem 🙂

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A NOSSA VOLTA AO MUNDO

Uma coisa legal sobre viagens é que elas não têm regra nenhuma. Talvez o que voltas ao mundo têm em comum, normalmente porque nem isso é uma regra, é que elas duram mais do que férias convencionais.

Se você procurar rapidinho ‘viagens de longa duração’ vai encontrar um monte delas: tem sozinho, tem de casal, tem a família toda, tem gente que vai de carro, de bicicleta, de cadeira de rodas, de barco, de van, tem quem acampa, quem faz voluntariado, quem trabalha enquanto viaja, ou estuda, tem gente que casa no caminho, que tem até filho na estrada, e assim vai.

A nossa volta ao mundo não é dessas super planejadas. a gente não tinha um roteiro, não passamos muito tempo guardando dinheiro e nem tínhamos um objetivo muito definido. Resolvemos um dia que a gente ia e desse momento até pegar o avião o tempo foi curto, foram menos de 3 meses.

Tínhamos algumas vontades, uns países que queríamos visitar, e um orçamento apertado. A Ásia foi nosso ponto de partida principalmente porque os países são baratos e os dois, que já tínhamos estado lá, queríamos muito voltar. A partir disso procuramos passagens e acabamos encontrando uma muito barata pra China numa data que fazia muito sentido.

O que a gente já adorou é que pra chegar em Shanghai tínhamos uma escala no México e dali iríamos pelo Oceano Pacifico. Então, não importava o caminho que fizéssemos pra voltar ao brasil, a volta ao mundo já estava garantida.

Com o tempo viajando fomos percebendo que a gente gosta de viajar devagar. não gostamos de ter dias super cheios e planejados, não queremos correr só pra visitar mais países. Fomos percebendo que conhecer pessoas e fazer amigos é a coisa mais bonita do caminho, nossas cidades preferidas e experiências mais legais normalmente têm a ver com o quanto nos relacionamos nela. Vimos que ter tempo é um privilégio e que o ritmo lento de vida dos asiáticos é inspirador. E descobrimos que tendo esse tempo a gente pode se descobrir melhor.

A gente também acreditava lá no começo, e só reforçamos essa ideia, de que uma viagem longa não é pra todo mundo. Não é uma vontade que todo mundo tem. Não é um estilo de vida que todo mundo quer. Tem gente que prefere a estabilidade, tem gente que gosta disso por um tempo e tem gente que vive assim por muitos anos. Pra gente tem sido incrível. Nos sentimos extremamente felizes e muito realizados de poder ver o mundo dessa forma. E fazemos questão de verificar isso sempre: ‘Tá feliz?! Tá aproveitando? Então tá bom!’.

Vamos vendo que hoje vivemos com pouco – com bem menos do que enquanto estávamos em Curitiba. Hoje temos menos roupas – menos maquiagem e cremes -, menos dinheiro e menos conforto também. Mas vivemos mais histórias e descobrimos mais coisas, e isso tem sido muito maior.

A gente não tinha muitos planos e continuamos não tendo mas, enquanto a viagem estiver fazendo sentido, estamos completamente felizes.

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VAMOS DAR A VOLTA AO MUNDO

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‘Namorada, vamos logo comprar essa passagem!?’.

Foi mais ou menos assim que resolvemos que em agosto começaria nossa viagem de volta ao mundo. Não dá nem pra dizer como a ideia surgiu ou em que momento percebemos que a gente queria viver uma aventura como essa. Mas tudo de repente fez muito sentido e tivemos certeza que nossas economias seriam pra isso e que por algum tempo viveríamos sem muito planejamento.

Nos próximos dias começaram as infinitas buscas por passagem, dar o aviso prévio no trabalho, arrumar professor substituto, trancar matérias na faculdade, avisar a família e os amigos aos pouquinhos.

Agora chegou a hora! Amanhã, dia 10 de agosto, embarcamos. A primeira parada é a Cidade do México, só por um dia, e depois Shanghai, por quantos dias a gente quiser.

Ainda não sabemos exatamente qual vai ser nosso roteiro, mas temos uma previsão de algumas cidades que queremos conhecer na China. Clique aqui para ver o mapa que vai ser atualizado no caminho, em amarelo por onde imaginamos passar e em vermelho por onde passarmos.

Além do blog da pra nos acompanhar no Facebook e no Instagram. A ideia é registrar e dividir com vocês um pouquinho das nossas descobertas.

Nos vemos por ai <3

 

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