PELAS RUAS DE BANGKOK

Demoramos 3 meses pra chegar à cidade que começaríamos a viagem. Dia 10 de novembro pousamos em Bangkok, capital da Tailândia e uma das mais importantes e malucas cidades do sudeste asiático. A gente vinha de uma temporada de cidades mais pequenas e tranquilas, praias paradisíacas e floresta. E ficamos super felizes! A gente gosta do caos, da mistura e dos barulhos que uma metrópole traz. A gente gosta de ver tudo junto ao mesmo tempo, de pessoas nas ruas, templos, feiras enormes.

Aqui na Ásia a infra-estrutura das cidades sempre nos surpreende. Pra se locomover por lá não faltam opções: você pode andar que as ruas são super interessantes e amigáveis, tem ônibus, tem metrô, tem trem, tem muitos táxis e tuk-tuks, e tem barco – o nosso preferido por ser um sistema público, super prático e barato, aproveitando o rio que cruza a cidade. Então passear por Bangkok é uma delícia e pode ser sempre de um jeito diferente.

Fizemos couchsurfing em um hostel e pela primeira vez dormimos em dormitório, ou seja, muitos beliches e muitas pessoas. Claro que não é sempre uma delícia, principalmente porque dá vontade de ter mais privacidade e porque o banheiro compartilhado não é nunca o melhor amigo de um viajante. Mas a experiência valeu, nessas horas dá pra reforçar a ideia de que viaja sozinho quem quer! Fizemos um monte de amigos, todo dia tinha companhia diferente pra passear. Dividimos muita experiência diferente de quem está na estrada por muito ou pouco tempo.

Andamos por muitas feiras diferentes. Elas estão espalhadas por toda a cidade e as vezes você nem precisa ir atrás. De repente você está numa rua cheia de barraquinhas de roupa, fruta, suco, comida, sapato, eletrônicos, acessórios, costureira, sapateiro, consertos, livros, bugiganga, o que se conseguir imaginar. Uma das feiras que eu adorei foi a das flores. Os tailandeses usam muitas flores naturais todos os dias – especialmente porque as oferendas budistas são cheias delas e são feitas diariamente, as vezes mais de uma ver por dia. Então a feira é linda, colorida e cheirosa.

Templo também é o que não falta, as estimativas são absurdas – dizem que existem mais de 30.000 templos budistas na Tailândia toda e mais de 1.000, pelo menos, na capital. Gostamos muito do Wat Po, um complexo de espaços sagrados na região central. Um lugar super agradável pra passar algumas horas desconectado do caos pra fora dos muros. Ficamos um bom tempo ouvindo os monges recitarem mantras em um dos templos. Uma sensação indescritível.

Alguns mercados flutuantes estão espalhados pela cidade e o maior deles fica há alguns km para o norte. Não fomos nesse porque dizem ser super turístico mas confesso que me arrependi. Tem alguns passeios que de tanta informação e fotos que vemos ficamos com uma expectativa alta e o mercado que escolhemos era tão pequeno que não empolgou tanto quanto imaginei. Mesmo assim a experiência foi legal, é no barco que ficam as cozinhas e não dá pra acreditar no equilíbrio e estômago que os cozinheiros tem.

A Kao San Road é tão maluca quanto mostram os filmes, se você viu ‘Se Beber Não Case 2’ consegue imaginar. Ela funciona 24h por dia, é cheia de bar e estrangeiro bêbado, dá pra comprar sem pudores documentos falsificados, braceletes com frases ridículas, dá pra fazer tatuagem, comprar roupas e lembrancinhas, e ficar zonzo com tantos letreiros e barulho ao redor. Uma experiência tanto curiosa quanto desnecessária.

Bangkok é tanta coisa ao mesmo tempo que dá pra entender porque tanta gente ama e tanta gente não suporta. A gente gostou, pelo menos por um tempinho.

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3 MANEIRAS DE VIAJAR SEM GASTAR COM ACOMODAÇÃO

A gente completou outro dia 47 dias seguidos sem gastar com acomodação!

Isso significa que desde os últimos dias na China, todos os dias na Malásia e até então na Indonésia devemos ter economizado cerca de U$1000. E como isso é incrível pra gente como a gente, que quer viajar muito mas não ficou rico, queremos compartilhar com vocês como temos feito:

 

COUCHSURFING

 

Couchsurfing, ‘surfe de sofá’, é uma rede onde pessoas disponibilizam um espacinho para receber viajantes sem custo nenhum. Tem gente que oferece o sofá na sala, um quarto separado, cama de casal, cama de solteiro, a própria cama pra dividir e até espaço no chão caso você possa levar o seu saco de dormir.

Para fazer parte você se inscreve gratuitamente no site e preenche seu perfil. Você pode querer se hospedar, querer oferecer hospedagem ou fazer as duas coisas, dependendo do momento em que estiver.

A gente adora e recomenda! Além de economizar a gente entra em contato com os locais e com a cidade de uma maneira diferente, sem as fórmulas prontas dos guias de viagem. Você se hospeda em regiões nada óbvias, vai comer as melhores e mais baratas comidas naqueles restaurantes que você nunca encontraria sozinho, participa do dia a dia imerso em uma outra cultura e faz amigos que dá vontade de levar junto.

O ideal é que você entre em contato com uma certa antecedência pra que as pessoas se programem e pra que você possa ter tempo pra se familiarizar com o que te oferecem e ver se encaixa mesmo com o seu perfil. Nem sempre a gente faz isso porque algumas vezes decidimos em cima da hora, mas caso sua viagem seja mais planejada vale a pena.

 

TRABALHO VOLUNTÁRIO

 

Vários sites oferecem esse tipo de serviço de maneira bem simples. Os mais famosos são o WorkAway, que é o que a gente usa, o WWOOF, o WorldPackers e o HelpX. Mas você pode até entrar em contato com os lugares diretamente, tem muita ONG com o próprio programa de voluntariado. O mais bacana desses sites é que eles custam muito pouco, diferente dos esquemas de agência de turismo, por exemplo.

Os trabalhos variam muito muito! Dá pra dar aula de inglês, ser recepcionista em hostel, limpar jaula de elefante, entreter crianças, passar o dia conversando com velhinhos, tirar fotos, traduzir textos, cuidar dos gatos, construir banheiro, pintar parede. E em todos os lugares imagináveis, desde as mais frenéticas cidades até os mais desertos paraísos. Não é exagero, a diversidade é enorme.

Você preenche seu perfil, o quanto mais detalhado e sincero melhor, e entra em contato com onde pretende trabalhar e espera. O mínimo que eles oferecem, normalmente, é acomodação. Mas a gente já ficou em lugares que dão café da manhã e uma ajuda em dinheiro por dia trabalhado, tem outros que dão todas as refeições, transporte, roupa lavada. Vale pesquisar bem e sempre analisar com calma cada proposta e, principalmente, os comentários. O ideal é escolher aquilo que combina com o seu perfil e que permita um tempo livre, assim dá pra aproveitar a viagem.

 

VIAGEM A NOITE

 

Essa recomendação é um pouco contraditória mas não deixa de ser uma opção. Na China fizemos isso algumas vezes, já que as distâncias são enormes, mas não foi super agradável. Nem sempre o transporte é confortável. Passamos 14 horas dentro de um trem com um assento tão duro e apertado que praticamente passamos a noite em claro.

O ideal é que a viagem seja longa o suficiente pra que você consiga descansar e tenha o mínimo de conforto. É péssimo passar um dia da viagem cansado, sem energias suficiente pra aproveitar o lugar. Então se você tem poucos dias na viagem vale repensar. Numa viagem mais longa dá tempo de recuperar as energias, já que os dias tem um ritmo diferente.

O mais legal é que essas opções têm em comum um tempo diferente do que uma simples passagem pelos lugares. O que mais temos aproveitado dessas experiências é o contato com as pessoas e com a cultura local. E a economia é certa, a gente garante.


Se você tem mais ideias ou dicas pra viajar mais barato conta pra gente.

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