OS MACACOS DE BATU CAVES (18/09/15)

Fomos para Batu Caves na expectativa de encontrar um lugar lindo que nos trouxesse uma sensação muito boa, com cavernas escuras e muitos degraus para subir e descer. Foi exatamente o que encontramos.Passamos algumas horas andando por ali. Lugares tão sagrados quanto esse tem algo de especial que nos interessam muito.

É super fácil, barato e rápido de chegar nos templos do centro de Kuala Lumpur, um trem sai da KL Sentral por menos de RM4 (dá pra considerar R$4=RM4).

Essa estátua enorme é do Deus Murugan, ela tem 43m e é mais alta que o Cristo Redentor. São 272 degraus que levam a uma grande caverna e templos. Para entrar na caverna principal não é preciso pagar nada.

Os macacos quase fazem parte da atração. Eles já estão tão acostumados com as pessoas que não se intimidam na hora de atacar para ver o que tem em sacolas, bolsas e mochilas atrás de comida e se você se distrair eles roubam seu sorvete!

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A MISTURINHA DE KUALA LUMPUR (17/09/15 – 23/09/15)

A Malásia não estava no nossos planos. Como a China nos negou o visto sem passagem de saída tivemos que encontrar um vôo que comprovasse nossa saída do país e Kuala Lumpur foi o mais barato que encontramos. A gente tinha certeza que seria só uma passagem. A ideia era ir em direção norte, até encontrar a Tailândia. No fim das contas hoje a gente prevê que vai ficar pelo menos um mês por aqui.

Na Malásia todo jovem, e muito adulto ou velhinho, fala inglês. Eles dizem que são tão pequenos no mundo que se não souberem falar inglês vão estar sozinhos então desde a escola falar inglês é obrigatório. Isso já resolveu nosso problema de comunicação, depois de um mês na China com conversas eventuais, já que não encontramos tantos chineses com quem conseguíssemos conversar, aqui dá pra puxar assunto com qualquer vendedor ou quem senta do nosso lado no metrô.

A mistura cultural é óbvia. O país é composto de Malaios, Chineses, Indianos e minorias étnicas, basicamente. Pra gente ainda é estranho compreender a separação que eles fazem já que eles se enxergam como povos diferentes dividindo um mesmo país. Não é igual no Brasil que todo mundo tem avós e bisavós que vem de lugares diferentes do mundo mas a gente ainda se vê como brasileiro. Aqui as tradições, os restaurantes e até as escolas são separados. Então eles acabam se segregando um dos outros. Tivemos boas experiências podendo experimentar um pouco de cada dos mundos.

A comida é incrível. Ainda podemos aproveitar um pouquinho da comida chinesa mas o que a gente ama mesmo é a comida indiana. E por menos de RM5 (dá pra considerar hoje a cotação RM1 = R$1) você almoça bem feliz.

Em Kuala Lumpur ficamos no apartamento do Jordan, que encontramos no couchsurfing. No meio de muitos perfis com mais de cem recomendações positivas acabando gostando dele e fomos os primeiros a se hospedar lá. A princípio ficaríamos duas ou três noites mas elas foram se esticando. Fizemos amigos muito bacanas, estávamos num condomínio com piscina e academia, encontramos cerveja e comida barata perto da gente. Não tinha como ir embora tão cedo.

A cidade não é cheia de atrações turísticas e, apesar de contar com um trem fácil que leva pra pontos importantes, tivemos a impressão de que sem carro não se vai muito longe. Numa tentativa furada de se perder pelos bairros chineses e indianos da cidade andamos por viadutos e vias rápidas nada amigáveis para quem está a pé. Mas sempre encontramos algumas coisas para fazer e não tem como não se impressionar com as Petronas Twin Towers, os prédios gêmeos da companhia de petróleo e gás, dois dos mais altos do mundo.

A maioria da população é muçulmana mas não é difícil ver templos budistas e hindus e até igrejas. Muitas mesquitas estão espalhadas pela cidade e o Museu das Artes Islâmicas é lindo e super informativo, desses lugares que podemos ficar horas sem ver o tempo passar. Convivendo com eles a gente compreende melhor o porque das mulheres estarem cobertas, porque eles não bebem ou não comem carne de porco, por exemplo. Um mundo de tradições muito diferente do nosso.

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