AS MURALHAS DE PINGYAO

Pingyao é uma cidade que fica entre Beijing e Xi’An e resolvemos parar por lá já que era só descer em uma estação de trem no nosso caminho e porque ela promete ser super interessante.

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As muralhas ao redor do centro antigo, do século XX, são bem preservadas até hoje então existe a cidade dentro e fora das muralhas. A de dentro é uma gracinha, com ruas de paralelepípedo e templos bem cuidados. Como não se pode entrar de carro ou veículos maiores e em algumas aras nem de moto ela é bem tranquila.

Já a cidade de fora é feia, suja e desorganizada. É muito estranho ver a diferença enorme entre elas.

Para visitar os pontos turísticos é necessário comprar um ticket que vale por alguns dias. Como o preço era alto e a gente andava um pouco cansado de templos não compramos e ficamos só andando pelas ruelas. Foi por elas que encontramos uma das pessoas mais peculiares do nosso caminho: ele tem uma pequena loja de música e livros só de artistas ocidentais. Um universo tão diferente pra eles que faz da lojinha ser um lugar bem especial.

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A experiência da pousada que ficamos foi super peculiar. Era praticamente uma casa local, com banheiro aberto impossível de ir e sem muita estrutura. Apesar da simplicidade a família era muito querida e nos acolheu muito bem. Foram dias conversando apenas por gestos e pelo tradutor, mas com tanta boa vontade e carinho que faz qualquer viagem ficar mais bonita.

Mas se você perguntar se é uma cidade imperdível na China? A gente diria que não, o clima da cidadezinha é feito só pra turistas – o que não é muito raro em alguns pontos turísticos do país – mas você vai preferir mais verdade num país que é tão incrível.

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15 COISAS PRA SE FAZER EM BEIJING

Beijing entrou rapidinho pra uma das cidades que mais adoramos. E não tinha como ser diferente já que ela reúne várias coisas que a gente adora: carrega muita história e ao mesmo tempo é bastante moderna, tem muita coisa pra fazer mas é cheia de lugares pra relaxar e esquecer da metrópole congestionada ao redor, é cheia de pessoas receptivas e coisas diferentes para todo lugar que você olha.

A gente tentou deixar a lista menor mas era tanta coisas que escolhemos quinze coisas que mais adoramos fazer e recomendamos que você encontre um tempinho quando tiver por lá:

ANDAR SEM RUMO PELOS HUTONGS

Os hutongs são ruas estreitas que começaram a surgir 1000 A.C na área central da cidade. Até hoje a maior parte das construções são residenciais mas ali também ficam hostels, restaurantes, mercados e lojas. É triste ver que muitos estão sendo demolidos para dar espaço para grandes construções ou ruas mais largas, mas ainda é possível encontrar várias vielas dessas pela cidade.

Andar por eles sem saber muito bem onde vai chegar é com certeza um passeio cheio de surpresas e uma maneira de entrar em contato com a história da China e da vida dos chineses que moram por ali. Os muros de tijolo cinza, os pátios internos das casas, as pessoas cozinhando, andando, conversando com os vizinhos, tudo tão apertadinho deixa a gente com a impressão de que está num vilarejo e não numa cidade tão enorme.

SE PERDER NA CIDADE PROIBIDA

A cidade proibida foi o Palácio Imperial da China, começou a ser construída no início do século XV, e é o maior palácio do mundo. Uma cidade real dentro da capital destinada para o Imperador. Apenas sua família e alguns empregados tinham permissão de estar ali, por isso era dita proibida.

A gente passou praticamente o dia todo andando por lá. O caminho principal é feito do sul, desde a Praça da Paz Celestial, até o norte, onde fica o Parque Jingshan que tem uma linda vista do complexo, pelos palácios e espaços mais importantes e nas laterais várias construções que serviam de suporte.

VIRAR CRITICO DE ARTE NO DISTRITO  DE ARTE 978

Até os anos 50 a região era uma concentração de fábricas militares. Elas foram fechando com o tempo e os grandes galpões abandonados hoje acolhem escolas de arte, galerias, empresas, lojas e cafés. Uma área cheia de atividades diferentes pra fazer. São tantas espaços que não tem como não encontrar alguma coisa que faça sentido pra você. A gente recomenda que você escolha algumas pra entrar e apreciar arte contemporânea.

PASSAR HORAS CAMINHANDO NA MURALHA DA CHINA

A gente já falou sobre esse passeio aqui. Faz parte daqueles passeios emocionantes e inacreditáveis que desde pequeno muita gente sonha em fazer.

APERTAR TODAS AS CRIANÇAS

Não dá pra resistir. As crianças chinesas são sempre bonitinhas e queridas, dá vontade de apertar todas elas e a gente recomenda que você aperte todas as que conseguir.

TER LONGAS CONVERSAS EM CHINES, MESMO SEM FALAR UMA PALAVRA

O povo chinês é muito acolhedor. Não falamos a mesma língua, nossa cultura é muito diferente e a gente pouco sabe da história deles mas a empatia é quase que imediata. Conversamos muito com eles sem trocar uma só palavra na mesma língua e mesmo assim tinhamos a sensação de que tivemos um ótimo encontro.

VER OS VELHINHOS JOGANDO MAJONG NAS RUAS

O tempo na China passa de uma maneira diferente, mesmo no meio de tanta confusão sempre existem velhinhos com tempo disponível para mostrar pra gente que a vida com calma é muito mais bonita.

CONHECER OS QUATRO CANTOS DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

A Praça da Paz Celestial é a terceira maior praça do mundo, foi nela que ocorreu o famoso massacre contra os estudantes chineses, apesar de não haver nenhuma menção ao fato no local. Fica lá o Mausoléu com o corpo do Mao TséTung embalsamado, o monumento dos heróis e ao redor enormes construções como o Museu Nacional e a Cidade Proibida. Cada canto dela vale a pena, as construções são realmente impressionantes.

ESCOLHER UM PARQUE PRA PASSAR O DIA

Não faltam opções na hora de escolher um parque em Beijing. Pode ser o Palácio de Verão, o Templo do Céu – nosso preferido, ou que estiver no seu caminho. O interessante é que em todos eles você encontra um palácio importante, um templo antigo ou uma construção bonita. E, acredite, você nunca estará sozinho. A população de Pequim aproveita de verdade as praças e parques, pra conversar, tocar instrumentos ou praticar uma atividade física.

COMER UM BOM PATO DE PEQUIM

O prato mais famosos da cidade é também o preferido de muita gente. O pato é cortado em fatias bem finas e servido com um molho agridoce, legumes e uma espécie de panqueca de arroz. Pra comer acompanhado de chá verde ou água quente, claro.

ENTRAR E COMER NUM RESTAURANTE SEM MENU INGLES OU FOTO

Comer é sempre um desafio na China e a gente acaba se acostumando com os restaurantes que têm foto ou uma tentativa de tradução em inglês. Mesmo sem ter muita certeza a gente vê uma foto que gosta, aponta e tudo certo.

O desafio mesmo é entrar em restaurantes mais locais e conseguir pedir um prato. Uma aventura que pode dar muito certo ou muito errado! A gente te deseja boa sorte.

ESCOLHER UM TEMPLO PRA ACENDER INCENSOS

A devoção dos chineses está em todo canto nos templos espalhados pela cidade. A gente adora apreciar a religião e as cerimônias locais então sempre que podemos acendemos os três incensos para Buda.

JOGAR PETECA COM UM GRUPO DE CHINESES

É muito comum ver chineses se exercitando e o que a gente mais gostava de ver eram eles jogando peteca com os pés. A habilidade deles é incrível e mesmo sendo brasileiro com alguma prática na embaixadinha acho que eles saem ganhando.

FAZER AMIGOS QUE TE LEVEM COMER

Fizemos um grupo de amigos super incrível no apartamento que estávamos. Tinha chineses de vários lugares e não tem indicação melhor pra comer do que um local. Além de serem extremamente generosos e nunca deixarem a gente pagar, mesmo quando era esse o combinado, foi com eles que comemos os melhores pratos. O ideal é confiar e não ficar querendo entender muito o que se está comendo. Ah, e estar disposto pra aguentar a pimenta.

TOMAR TODAS COM UM GRUPO DE CHINESES

Ter feito amigos chineses foi incrível. A noite fica ainda mais divertida porque eles mal aguentam bebida alcoólica e com um pouquinho de cerveja eles já estão vermelhos e deixam a timidez pra trás.

E você, já fez outra coisa imperdível por lá ou morre de vontade de fazer quando for?

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NA MURALHA DA CHINA (24/08/15)

Tem lugares que a gente houve falar desde pequeno, né? As pirâmides do Egito, o Taj Mahal, a Torre Eiffel e, claro, A Muralha da China! Com certeza todo mundo sabe alguma coisa: dizem que atravessa o país inteiro, que dá pra ver do espaço, que demorou dois mil anos pra ficar pronta.

Foi só quando chegamos lá que nos demos conta do quanto era incrível aquele passeio e como era especial estar num dos lugares mais inacreditáveis do mundo. Passamos horas andando, subindo e descendo aquela infinidade de degraus. A paisagem é incrível e o dia estava bem ensolarado. Para subir você vai de teleférico e pra descer com um carrinhos num tobogã. O máximo! É mais de um km de descida e muita diversão se não tiver nenhum lerdo na sua frente.

A maior parte da muralha foi concluída na Dinastia Ming, e foram mesmo mais de 2 mil anos, a razão da sua construção é um pouco duvidosa, já que a China não corria risco de invasão na época. São mais de 20.000km e ela é, claro, a maior fortificação militar já existente. De Pequim as áreas mais famosas que podem ser visitadas são: Badaling, que é mais perto e por isso a mais restaurada mas muito movimentada. Mutianyu, a parte que a gente escolheu ir porque não é tão visitada e ainda tem áreas originais Simatai e Jinshaling, que foram pouquíssimo restauradas chegando até ser difícil de andar em algumas partes.

Como a gente prefere visitar os lugares no nosso tempo não gostamos de visitas guiadas, de ter hora pra chegar e sair. Pegamos o ônibus 916 Express, na estação Dongzhimen. No distrito de Huairou é preciso trocar de ônibus e, apesar de parecer uma tarefa impossível já que ninguém entende inglês, dá tudo certo. A gente, na ida, dividiu um táxi com 4 chinesas – isso mesmo, as 4, mais nós dois e o motorista – um desses momentos da viagem que o Dan me pergunta: `Namorada, você tem idéia de onde a gente tá?`. E, realmente, as vezes eu acho mesmo que não tenho.

De transporte gastamos em torno de ¥80, o teleférico, slide car e a entrada da muralha juntos ¥320. Lembrando que somos em dois. A cotação naqueles dias era em torno de R$1 = ¥1,60.

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NANJING, OH NANJING (16/08/15 – 18/08/15)

Nanjing, ou pra gente Nanquim, foi dessas agradáveis surpresas. A gente não tinha tanta expectativa da cidade, fomos principalmente por causa do Museu do Massacre de 1937 e adoramos. A cidade é bastante moderna mas é bem diferente de Shanghai. Parece que foi ali que começamos a sentir mais que estávamos na China.

Foi também nossa primeira experiência com o Coushsurfing. Ficamos na casa da Lisa, uma chinesa que fez faculdade em Inglês, trabalha com importação e tem o sonho de ir morar na Austrália para continuar estudando e trabalhar lá. Com ela mora o William um policial que treina cachorros e morre de vontade de conhecer a França. Foi muito bom! Fazer parte do dia a dia deles, conversar sobre as diferenças e das igualdades dos nossos mundos foi com certeza o que nos fez gostar ainda mais de estar lá.

Um passeio bem gostoso foi andar pelo parque onde fica a montanha roxa (dizem que no começo e no fim do dia ela fica com essa cor) e o mausoléu de Sun Yat-sen, um revolucionário que ajudou a derrubar a última dinastia imperial chinesa, a dinastia Qing em 1911. No caminho vários templos e paisagens podem ser visitados se você desviar do caminho principal. Como era segunda-feira não conseguimos ver tudo e ao fim do dia não acreditamos no quanto andamos.

No próximo post a gente conta um pouco mais sobre a história do Massacre e da nossa visita no museu.

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NIHAO, SHANGHAI (13/08/15 – 16/08/15)

Saímos do Brasil numa segunda e chegamos em Shanghai numa quinta-feira, bem felizes que o hotel que a gente já tinha reservado era bem confortável e numa localização bacana, perto do metrô, assim foi bem fácil ir até as regiões que a gente queria conhecer. Como a troca de fuso é enorme, eram 11 horas de diferença, fomos aproveitar o dia. O ideal é não se render ao cansaço se ele aparecer mas viver no fuso horário local.

Você acha que já viu muita gente junto na vida. Dai você chega em Shanghai, nas férias escolares e não acredita no que vê. Em alguns cruzamentos a gente ficava só observando o mar de chineses andando por todos os lados. Era muito engraçado ver como no meio de tanta gente tudo dá certo, o transito flui, as pessoas se movimentam e todo mundo encontra seu lugar.

No meio da confusão nossos dias foram bons. O Dan fez um super sucesso com a barba e nos divertimos tirando fotos com os chineses curiosos. Deu tempo de fazer dois amigos chineses no meio da rua que nos levaram numa performance de chá: muita encenação, pouco chá e muito dinheiro. Daquelas furadas pra rir depois.

Encontramos um amigo chinês, o Paulo, e passamos o dia com ele. Ali a gente já sentiu que não tem nada melhor do que deixar que alguém nos apresente a cidade que mora pra entender um pouco mais dos lugares que a gente vai. Tudo que é estranho faz um pouco mais de sentido, dá pra entender as placas e algumas conversas, a comida fica mais gostosa e você olha tudo de um jeito mais de verdade.

No meio de tudo que fizemos os lugares que consideramos mais legais foram:

Pudong e Bund: O Pudong é a parte mais moderna da cidade, o skyline famoso de Shanghai tem uma vista linda a partir do Bund, região mais antiga onde você encontra os prédios mais importantes da época das concessões internacionais, quando países europeus dominavam partes da cidade. Os dois passeios são ótimos, andar pelos arranha-céus enormes e em construção contínua ou pelo parque linear beirando o Rio Huangpu, especialmente de noite.

Nanjing Street: A rua já era famosa por ser bastante comercial desde o começo do Século XX. Alguns chamam de Times Square Chinesa, já que em cada prédio existe uma infinidade de telões e letreiros iluminados. É bacana de andar especialmente porque liga o Bund até o Parque do Povo. O que mais gostamos foi entrar nas ruas menores que cruzam para ver uma China diferente: restaurantes pequenos, comida de rua, pessoas lavando vegetais e louças na calçada e o cheiro característico da China que nos acompanhou por toda a viagem.

Praça e Parque do Povo e Museu de Shanghai: Tudo fica junto. Andar sem rumo aproveitando o silêncio foi o mais gostoso de fazer. Como os chineses aproveitam bem o parque vimos velhinhos jogando, dançando, conversando e comendo. O Museu fica na praça e possui um acervo enorme: utensílios de bronze, vasos de cerâmica, a progressão da língua e da caligrafia, móveis antigos, roupas de diferentes etnias chinesas, jóias e até uma exposição temporária da Rússia.

Xintiandi e a Casa do Partido Comunista: Talvez a parte mais rica e elegante da cidade conta com várias lojas lindas, restaurantes internacionais e ruas bem arborizadas. No entanto, é de uma contradição sem tamanho que você encontra ali também a casa onde o Partido Comunista realizou seu primeiro congresso e discutiu as diretrizes do partido que iria tomar o poder anos depois.

Dá pra dizer que Shanghai é uma boa transição pra quem chega na China. Afinal, o contraste não é tão grande. Famosa por ser uma cidade internacional e cosmopolita a gente viu de tudo por lá, mas ela talvez tenha sido a cidade chinesa mais ocidentalizada que a gente conheceu.

 

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再见 CHINA, HELLO MALAYSIA.

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Chegamos na Malásia!

Estamos em Kuala Lumpur por uns dias e estamos de volta com todos os acessos à internet. Na China, por conta das restrições que o governo impõe, não tínhamos acesso ao Google, Facebook, Instagram … Foi um desafio pra gente que só percebeu a nossa dependência quando tivemos que nos virar sem os sites e aplicativos que estamos acostumados. Mas no final tudo deu certo e a gente se virou bem.

Temos bastante coisa pra contar mas não queremos que o blog fique muito atrasado! Por isso vamos postar o que está acontecendo mas intercalar com o que já vimos até aqui. Vamos avisando nos posts para não dar muita confusão!

Esperamos que vocês possam sentir um pouquinho do que a gente sentiu!

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