NOSSO PARAISO NA INDONESIA

Gili foi nosso paraíso. Foi lá que vimos as praias mais lindas e tivemos uma das experiências mais deliciosamente incríveis da viagem.

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São três ilhas, Gili Trawangan, Gili Air e Gili Meno, bem pequenas entre a ilha de Bali e de Lombok, na Indonésia. A maior delas, Gili T., tem 2km x 1km e foi nela que ficamos hospedados.

Achamos a ilha bem democrática. Se você quer luxo, tem hotel de luxo. Se quer fervo, tem vários bares e ofertas de cogumelos mágicos. Da pra fazer snorkel e mergulho em todas as partes das ilhas. Se quer sossego, não precisa nem se esforçar.

O mar azul ainda desperta saudades na gente. Nenhum de nós nunca tinha conhecido praias tão lindas e paradisíacas e a sensação que fica é de que o mundo é mesmo muito lindo. E que nós, definitivamente, somos fãs de praia e sol.

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Já chegamos super bem hospedados porque meus pais e o Dan fizeram uma surpresa pra mim de aniversário. Passamos uma noite num hotel super bacana. Pra dois viajantes com pouco luxo não tinha presente melhor. Aproveitamos os drinks de bem-vindos, a piscina, a cama maravilhosa. Nos outros dias voltamos pras nossas humildes acomodações e aproveitamos muito cada minuto por lá.

A água é tão azul e clara que é possível fazer snorkel bem pertinho da areia, alugamos óculos e passamos um dia todo vendo os peixinhos. Se pra mim isso já era novidade, eu nunca tinha visto nada parecido antes, o dia seguinte foi ainda mais incrível.

Passeamos de barco pelas três ilhas para ver os peixes e as tartarugas em locais específicos. Não dava pra acreditar. Eu me senti no ‘Procurando Nemo’ e o Dan se espantou com as linhas habilidades aquáticas que nem eu mesma sabia que tinha.

Quando chegamos na região onde fica um barco naufragado e vimos mergulhadores lá no fundo nao tivemos dúvidas: faríamos o mesmo no dia seguinte.

O Dan já tinha feito o curso todo no Brasil, e adora. Ele me ensinou várias coisas, além de me deixar mais tranquila. A ilha é famosa pra pratica de scuba diving e por isso eles combinam um mesmo preço pra não haver
concorrência desleal, então só escolhemos a escola que gostamos mais.

Nos levaram pro ‘Paraíso das Tartarugas’ e a gente não poderia ter escolhido lugar melhor. Quando eu lembro o tamanho das tartarugas verdes que vimos eu ainda não acredito que estivemos lá. Éramos pequenos do lado daquela coisa tão bonitinha e tranquila. Deu também pra ver vários outros peixes e crustáceos, lindos corais e animais diferentes.

Eu que nunca tinha pensado em mergulhar, não vejo a hora de ir de novo.

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O MARROM DE LUANG PRABANG

Luang Prabang é um das cidades turísticas mais movimentadas do Laos. Um lugar bonitinho, com resquícios da arquitetura e da comida francesa, já que o país foi colônia no século XIX e XX. Cruzam por ela dois rios importantes: o Mekong e o Nam Khan. A cor dos rios dá ainda mais personalidade pra cidade que tem, também, as ruas marrons, como se a poeira e o barro dominassem todos as superfícies.

Chegamos em clima de festa, já contamos aqui, e nossos dias foram diferentes por conta disso.

A cidade comemorava 20 anos do título de Patrimônio Cultural da Unesco. Na praça central aconteceram algumas apresentações típicas, teve caravana de elefantes e vimos até o presidente no encerramento.

Ao mesmo tempo acontecia o festival de cinema que a gente aproveitou bastante. Vimos filmes da Malásia, Camboja e do Laos. Fizemos alguns workshops e conhecemos pessoas com trabalhos bem diferentes, gente que trabalha muito pra fomentar a cultura local no Sudeste Asiático. Numa conversa com um dos organizadores do Festival percebemos a importância de um evento como esse. O povo do Laos não vai ao cinema. Em todo o país, em seu auge, existiram só 17 cinemas espalhados nas maiores cidades. Então ver um filme representando o próprio povo, com histórias atuais, na língua local, em tela grande e de graça é incrível, é super divertido. Foi bem importante pra gente poder presenciar isso.

Apesar de não termos idos em todos os templos e pontos turísticos mais famosos andamos muito pela cidade. E esse é sempre nosso programa preferido.

A rua principal, onde ficam muitos tuktuks e barracas de sanduíches, vira uma grande feira de rua todas as noites. Os vendedores espalham seus produtos no chão e é preciso tomar cuidado por onde anda. O que mais nos chamou atenção foram braceletes, talheres e abridores de lata feito com as bombas que foram jogadas no país. O Laos é o país mais bombardeado per capta do mundo!

Cruzamos o rio Mekong pra conhecer uma vila de uma tribo local. Onde vimos mulheres produzindo um papel artesanal lindíssimo, com folhas e flores. Um processo demorado e manual, cada uma delas numa atividade diferente. Riam e conversavam, trabalhando tranquilamente. Mais pra frente outra mulher fazendo um tear com infinitos fios. Também muito calmamente, enquanto ria conversando com a mãe que cuidava das crianças.

Tem lugar que o tempo passa de um jeito diferente.

 

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NOSSA PRAIA PRETA EM BALI

Balian foi nossa primeira parada em Bali. Ficamos por lá uns dez dias fazendo trabalho voluntário num retiro de yoga / joalheria / sede espiritual de uma alquimista. É, tudo isso misturado. Eu fotografei e o Dan traduziu. Fizemos alguns amigos que acabamos reencontrando várias outras vezes pela viagem, fiz yoga e não aprendi a surfar. Comemos comida sem graça e nadamos todos os dias.

Foram dias muito tranquilos, com um rio no nosso quintal e uma praia de areia preta logo ali. Um bom começo pros nossos dias de Indonésia.

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TRABALHANDO PARA OS ORANGUTANGOS EM BORNEO (29/09/15 – 19/10/15)

Antes de resolver qualquer coisa da nossa volta ao mundo a gente se inscreveu no WorkAway. Como casal a gente pagou 32 dólares (que valiam menos que barra de ouro no começo do ano) para ter um perfil durante dois anos. O site permite que você entre em contato com organizações e pessoas do mundo todo que oferecem trabalho em troca de facilidades, pode ser hospedagem, alimentação, transporte e até um pouco de dinheiro às vezes.

Foi lá que a gente encontrou o Monkeebar, e foi por isso que resolvemos vir pra parte da Malásia que fica na ilha de Bornéu. O bar fica na cidade de Kuching e é um dos mais frequentados na cidade. Metade dos lucros do vai para o Orangutan Project, um projeto de conservação animal nas florestas tropicais da ilha.

Antes de mais nada do que a gente gostou é que o projeto é sério de verdade. Nos santuários os voluntários ou turistas não podem pegar os macacos no colo ou colocar qualquer outro animal em situação de turismo irresponsável. São vários animais resgatados, tem macacos, ursos, pássaros, cobras, crocodilos e animais que a gente nunca tinha visto antes, e a idéia é que eles possam retornar ao ambiente selvagem. Infelizmente com a maioria deles isso não vai acontecer, já que eles foram sempre acostumados aos humanos ou são muito cobiçados por caçadores e moradores da região. Hoje parte do que o projeto arrecada é destinada para solucionar – ou minimizar – o problema inicial comprando áreas de floresta, por exemplo.

Depois que nosso trabalho tem sido super divertido. Trabalhamos num bar super animado e as pessoas que conhecemos aqui fazem parte de uma grande família. Parece clichê, né? Mas como todo mundo trabalha e mora junto não tem como ser diferente, o clima é super tranquilo e todo mundo se conhece por um bem comum. Temos só mais uns dias aqui e já estamos tristes de ir embora.

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