A MISTURINHA DE KUALA LUMPUR (17/09/15 – 23/09/15)

A Malásia não estava no nossos planos. Como a China nos negou o visto sem passagem de saída tivemos que encontrar um vôo que comprovasse nossa saída do país e Kuala Lumpur foi o mais barato que encontramos. A gente tinha certeza que seria só uma passagem. A ideia era ir em direção norte, até encontrar a Tailândia. No fim das contas hoje a gente prevê que vai ficar pelo menos um mês por aqui.

Na Malásia todo jovem, e muito adulto ou velhinho, fala inglês. Eles dizem que são tão pequenos no mundo que se não souberem falar inglês vão estar sozinhos então desde a escola falar inglês é obrigatório. Isso já resolveu nosso problema de comunicação, depois de um mês na China com conversas eventuais, já que não encontramos tantos chineses com quem conseguíssemos conversar, aqui dá pra puxar assunto com qualquer vendedor ou quem senta do nosso lado no metrô.

A mistura cultural é óbvia. O país é composto de Malaios, Chineses, Indianos e minorias étnicas, basicamente. Pra gente ainda é estranho compreender a separação que eles fazem já que eles se enxergam como povos diferentes dividindo um mesmo país. Não é igual no Brasil que todo mundo tem avós e bisavós que vem de lugares diferentes do mundo mas a gente ainda se vê como brasileiro. Aqui as tradições, os restaurantes e até as escolas são separados. Então eles acabam se segregando um dos outros. Tivemos boas experiências podendo experimentar um pouco de cada dos mundos.

A comida é incrível. Ainda podemos aproveitar um pouquinho da comida chinesa mas o que a gente ama mesmo é a comida indiana. E por menos de RM5 (dá pra considerar hoje a cotação RM1 = R$1) você almoça bem feliz.

Em Kuala Lumpur ficamos no apartamento do Jordan, que encontramos no couchsurfing. No meio de muitos perfis com mais de cem recomendações positivas acabando gostando dele e fomos os primeiros a se hospedar lá. A princípio ficaríamos duas ou três noites mas elas foram se esticando. Fizemos amigos muito bacanas, estávamos num condomínio com piscina e academia, encontramos cerveja e comida barata perto da gente. Não tinha como ir embora tão cedo.

A cidade não é cheia de atrações turísticas e, apesar de contar com um trem fácil que leva pra pontos importantes, tivemos a impressão de que sem carro não se vai muito longe. Numa tentativa furada de se perder pelos bairros chineses e indianos da cidade andamos por viadutos e vias rápidas nada amigáveis para quem está a pé. Mas sempre encontramos algumas coisas para fazer e não tem como não se impressionar com as Petronas Twin Towers, os prédios gêmeos da companhia de petróleo e gás, dois dos mais altos do mundo.

A maioria da população é muçulmana mas não é difícil ver templos budistas e hindus e até igrejas. Muitas mesquitas estão espalhadas pela cidade e o Museu das Artes Islâmicas é lindo e super informativo, desses lugares que podemos ficar horas sem ver o tempo passar. Convivendo com eles a gente compreende melhor o porque das mulheres estarem cobertas, porque eles não bebem ou não comem carne de porco, por exemplo. Um mundo de tradições muito diferente do nosso.

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NANJING, OH NANJING (16/08/15 – 18/08/15)

Nanjing, ou pra gente Nanquim, foi dessas agradáveis surpresas. A gente não tinha tanta expectativa da cidade, fomos principalmente por causa do Museu do Massacre de 1937 e adoramos. A cidade é bastante moderna mas é bem diferente de Shanghai. Parece que foi ali que começamos a sentir mais que estávamos na China.

Foi também nossa primeira experiência com o Coushsurfing. Ficamos na casa da Lisa, uma chinesa que fez faculdade em Inglês, trabalha com importação e tem o sonho de ir morar na Austrália para continuar estudando e trabalhar lá. Com ela mora o William um policial que treina cachorros e morre de vontade de conhecer a França. Foi muito bom! Fazer parte do dia a dia deles, conversar sobre as diferenças e das igualdades dos nossos mundos foi com certeza o que nos fez gostar ainda mais de estar lá.

Um passeio bem gostoso foi andar pelo parque onde fica a montanha roxa (dizem que no começo e no fim do dia ela fica com essa cor) e o mausoléu de Sun Yat-sen, um revolucionário que ajudou a derrubar a última dinastia imperial chinesa, a dinastia Qing em 1911. No caminho vários templos e paisagens podem ser visitados se você desviar do caminho principal. Como era segunda-feira não conseguimos ver tudo e ao fim do dia não acreditamos no quanto andamos.

No próximo post a gente conta um pouco mais sobre a história do Massacre e da nossa visita no museu.

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NIHAO, SHANGHAI (13/08/15 – 16/08/15)

Saímos do Brasil numa segunda e chegamos em Shanghai numa quinta-feira, bem felizes que o hotel que a gente já tinha reservado era bem confortável e numa localização bacana, perto do metrô, assim foi bem fácil ir até as regiões que a gente queria conhecer. Como a troca de fuso é enorme, eram 11 horas de diferença, fomos aproveitar o dia. O ideal é não se render ao cansaço se ele aparecer mas viver no fuso horário local.

Você acha que já viu muita gente junto na vida. Dai você chega em Shanghai, nas férias escolares e não acredita no que vê. Em alguns cruzamentos a gente ficava só observando o mar de chineses andando por todos os lados. Era muito engraçado ver como no meio de tanta gente tudo dá certo, o transito flui, as pessoas se movimentam e todo mundo encontra seu lugar.

No meio da confusão nossos dias foram bons. O Dan fez um super sucesso com a barba e nos divertimos tirando fotos com os chineses curiosos. Deu tempo de fazer dois amigos chineses no meio da rua que nos levaram numa performance de chá: muita encenação, pouco chá e muito dinheiro. Daquelas furadas pra rir depois.

Encontramos um amigo chinês, o Paulo, e passamos o dia com ele. Ali a gente já sentiu que não tem nada melhor do que deixar que alguém nos apresente a cidade que mora pra entender um pouco mais dos lugares que a gente vai. Tudo que é estranho faz um pouco mais de sentido, dá pra entender as placas e algumas conversas, a comida fica mais gostosa e você olha tudo de um jeito mais de verdade.

No meio de tudo que fizemos os lugares que consideramos mais legais foram:

Pudong e Bund: O Pudong é a parte mais moderna da cidade, o skyline famoso de Shanghai tem uma vista linda a partir do Bund, região mais antiga onde você encontra os prédios mais importantes da época das concessões internacionais, quando países europeus dominavam partes da cidade. Os dois passeios são ótimos, andar pelos arranha-céus enormes e em construção contínua ou pelo parque linear beirando o Rio Huangpu, especialmente de noite.

Nanjing Street: A rua já era famosa por ser bastante comercial desde o começo do Século XX. Alguns chamam de Times Square Chinesa, já que em cada prédio existe uma infinidade de telões e letreiros iluminados. É bacana de andar especialmente porque liga o Bund até o Parque do Povo. O que mais gostamos foi entrar nas ruas menores que cruzam para ver uma China diferente: restaurantes pequenos, comida de rua, pessoas lavando vegetais e louças na calçada e o cheiro característico da China que nos acompanhou por toda a viagem.

Praça e Parque do Povo e Museu de Shanghai: Tudo fica junto. Andar sem rumo aproveitando o silêncio foi o mais gostoso de fazer. Como os chineses aproveitam bem o parque vimos velhinhos jogando, dançando, conversando e comendo. O Museu fica na praça e possui um acervo enorme: utensílios de bronze, vasos de cerâmica, a progressão da língua e da caligrafia, móveis antigos, roupas de diferentes etnias chinesas, jóias e até uma exposição temporária da Rússia.

Xintiandi e a Casa do Partido Comunista: Talvez a parte mais rica e elegante da cidade conta com várias lojas lindas, restaurantes internacionais e ruas bem arborizadas. No entanto, é de uma contradição sem tamanho que você encontra ali também a casa onde o Partido Comunista realizou seu primeiro congresso e discutiu as diretrizes do partido que iria tomar o poder anos depois.

Dá pra dizer que Shanghai é uma boa transição pra quem chega na China. Afinal, o contraste não é tão grande. Famosa por ser uma cidade internacional e cosmopolita a gente viu de tudo por lá, mas ela talvez tenha sido a cidade chinesa mais ocidentalizada que a gente conheceu.

 

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UM DIA NO MEXICO (11/08/15)

Nosso vôo para Shanghai teve uma escala de 12 horas na Cidade do México. Deu tempo de passear um pouco pela cidade e aproveitar o dia por lá.

O transporte do aeroporto ao centro foi bem fácil e rápido, ficamos seguros de que não teríamos problema na hora de voltar pra pegar o próximo vôo. Como chegamos bem cedo e a cidade ainda nem estava muito acordada deu pra ver o movimento começar, as lojas abrirem e as pessoas chegarem. A cidade nos pareceu muito mais tranquila do que a gente tinha imaginado.
Começamos andando pelo Zócalo, o centro histórico da cidade e a quarta maior praça do mundo. Redundante dizer que ela é enorme, né?

Depois, a Casa Azul! O museu fica na casa onde Frida Kahlo nasceu e viveu a maior parte da vida. É possível ver alguns dos quadros e fotos mas mais apaixonante é a casa. Ver os espaços em que ela viveu, o ateliê onde ela pintava, a cama adaptada para as telas, a cozinha, a sala de jantar, os objetos, os móveis, as roupas e os sapatos. O passeio é tranquilo, muito silêncio, o tempo passa e você não percebe. O pátio é tão verde e acolhedor. Não sei se conseguiria explicar pra vocês o que eu senti lá dentro.

Claro que muita coisa ficou de fora. O Dan não se conformou que passou perto da casa onde Trótski foi assassinado, eu não vi os painéis do Diego Rivera e nem vimos as pirâmides de Teotihuacan. Não conseguimos encontrar o melhor nacho ou burrito, nem tequila deu tempo de tomar! Mas aproveitamos bem o dia andando muito pelas ruas mexicanas.

 

 

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再见 CHINA, HELLO MALAYSIA.

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Chegamos na Malásia!

Estamos em Kuala Lumpur por uns dias e estamos de volta com todos os acessos à internet. Na China, por conta das restrições que o governo impõe, não tínhamos acesso ao Google, Facebook, Instagram … Foi um desafio pra gente que só percebeu a nossa dependência quando tivemos que nos virar sem os sites e aplicativos que estamos acostumados. Mas no final tudo deu certo e a gente se virou bem.

Temos bastante coisa pra contar mas não queremos que o blog fique muito atrasado! Por isso vamos postar o que está acontecendo mas intercalar com o que já vimos até aqui. Vamos avisando nos posts para não dar muita confusão!

Esperamos que vocês possam sentir um pouquinho do que a gente sentiu!

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VAMOS DAR A VOLTA AO MUNDO

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‘Namorada, vamos logo comprar essa passagem!?’.

Foi mais ou menos assim que resolvemos que em agosto começaria nossa viagem de volta ao mundo. Não dá nem pra dizer como a ideia surgiu ou em que momento percebemos que a gente queria viver uma aventura como essa. Mas tudo de repente fez muito sentido e tivemos certeza que nossas economias seriam pra isso e que por algum tempo viveríamos sem muito planejamento.

Nos próximos dias começaram as infinitas buscas por passagem, dar o aviso prévio no trabalho, arrumar professor substituto, trancar matérias na faculdade, avisar a família e os amigos aos pouquinhos.

Agora chegou a hora! Amanhã, dia 10 de agosto, embarcamos. A primeira parada é a Cidade do México, só por um dia, e depois Shanghai, por quantos dias a gente quiser.

Ainda não sabemos exatamente qual vai ser nosso roteiro, mas temos uma previsão de algumas cidades que queremos conhecer na China. Clique aqui para ver o mapa que vai ser atualizado no caminho, em amarelo por onde imaginamos passar e em vermelho por onde passarmos.

Além do blog da pra nos acompanhar no Facebook e no Instagram. A ideia é registrar e dividir com vocês um pouquinho das nossas descobertas.

Nos vemos por ai <3

 

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