OS SORRISOS EM SIEM REAP

Siem Reap é muito visitada e conhecida por ser a cidade base de visita pro complexo de templo Angkor. Passamos, pra variar, mais tempo do que imaginamos por lá, mas não tinha como ser diferente numa cidade que nos encontrou com os mais abertos sorrisos.

O passeio nos templos é cansativo, vamos contar só sobre eles num outro post. Se você tem tempo é bacana pegar o ticket de pelo menos três dias pra ver com calma e visitar mais ruínas, elas são muitas e é difícil escolher as mais bonitas. Pode ser ainda mais exaustivo se você fizer como a gente e ao invés de ir de tuktuk for de bicicleta. Pedalamos, pelo menos, 40km por dia mas valeu a pena, aproveitamos pra intercalar com dias tranquilos na cidade.

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Várias feiras e ruas só pra pedestres – sempre considere bicicleta e motos pedestres no Sudeste Asiático – ficam abertas até tarde da noite, uma se unindo com a outra fazendo com que o centro de Siem Reap pareça uma grande feira noturna. Comemos comidas deliciosas nas barracas de rua mais movimentadas – a beringela assada com alho foi pedida duas vezes e será repetida nos churrascos na casa do meu pai – e pra quem quer comprar lembrancinhas é um ótimo lugar pra pechinchar e encontrar coisas bem diferentes. Se você caminha em ruas próximas encontra bonitas lojas com produtos artesanais mais únicos e muita arte local. Uma iniciativa que eu gostei bastante é a Angkor Recycled que produz bolsas a partir de embalagens usadas, especialmente de construção civil e produtos agrícolas. Quem fabrica são os locais que normalmente vivem em condições super pobres e ajudam a diminuir o lixo do país, que é também um enorme problema.  

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A cidade é cheia de bonitas iniciativas para ajudar o povo local e relembrar a triste história do Camboja. Tem museus dedicados às minas terrestres abandonadas depois da guerra civil e massacre do Khmer Rouge, tem concerto clássico onde as doações são direcionadas às crianças carentes, tem restaurante que ajuda os jovens a ter esperança profissional. É comum encontrar crianças vendendo livros na rua e pessoas que perderam algum membro ou que foram severamente feridas vendendo alguma coisa. Uma cidade pra te encher de esperança e te emocionar muitas vezes.

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Siem Reap nos emocionou, fomos recebidos por muitos sorrisos e pessoas que tinham alguma coisa pra contar, ou só queriam dar um oi. A gente sabe que vai se lembrar muito de lá por causa das pessoas, dos templos, das andanças na cidade, da minha desatrapalhada pisada num palito que me levou ao hospital e da incrível estreia do Star Wars XVII.

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O MARROM DE LUANG PRABANG

Luang Prabang é um das cidades turísticas mais movimentadas do Laos. Um lugar bonitinho, com resquícios da arquitetura e da comida francesa, já que o país foi colônia no século XIX e XX. Cruzam por ela dois rios importantes: o Mekong e o Nam Khan. A cor dos rios dá ainda mais personalidade pra cidade que tem, também, as ruas marrons, como se a poeira e o barro dominassem todos as superfícies.

Chegamos em clima de festa, já contamos aqui, e nossos dias foram diferentes por conta disso.

A cidade comemorava 20 anos do título de Patrimônio Cultural da Unesco. Na praça central aconteceram algumas apresentações típicas, teve caravana de elefantes e vimos até o presidente no encerramento.

Ao mesmo tempo acontecia o festival de cinema que a gente aproveitou bastante. Vimos filmes da Malásia, Camboja e do Laos. Fizemos alguns workshops e conhecemos pessoas com trabalhos bem diferentes, gente que trabalha muito pra fomentar a cultura local no Sudeste Asiático. Numa conversa com um dos organizadores do Festival percebemos a importância de um evento como esse. O povo do Laos não vai ao cinema. Em todo o país, em seu auge, existiram só 17 cinemas espalhados nas maiores cidades. Então ver um filme representando o próprio povo, com histórias atuais, na língua local, em tela grande e de graça é incrível, é super divertido. Foi bem importante pra gente poder presenciar isso.

Apesar de não termos idos em todos os templos e pontos turísticos mais famosos andamos muito pela cidade. E esse é sempre nosso programa preferido.

A rua principal, onde ficam muitos tuktuks e barracas de sanduíches, vira uma grande feira de rua todas as noites. Os vendedores espalham seus produtos no chão e é preciso tomar cuidado por onde anda. O que mais nos chamou atenção foram braceletes, talheres e abridores de lata feito com as bombas que foram jogadas no país. O Laos é o país mais bombardeado per capta do mundo!

Cruzamos o rio Mekong pra conhecer uma vila de uma tribo local. Onde vimos mulheres produzindo um papel artesanal lindíssimo, com folhas e flores. Um processo demorado e manual, cada uma delas numa atividade diferente. Riam e conversavam, trabalhando tranquilamente. Mais pra frente outra mulher fazendo um tear com infinitos fios. Também muito calmamente, enquanto ria conversando com a mãe que cuidava das crianças.

Tem lugar que o tempo passa de um jeito diferente.

 

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10 COMIDAS FAVORITAS

(Só pra já começar a esclarecendo: as fotos ali em cima não são as nossas preferidas mas nos fizeram muito felizes. As que mais gostamos quase não temos fotos provavelmente por não ter dado tempo!)

Comer é a maneira mais gostosa de entrar em contato com a cultura local. Aqui na Ásia, especialmente no Sudeste Asiático, as comidas de ruas são super comuns e normalmente é nossa dieta diária. Escolhemos onde vamos comer se achamos a comida bonita, se é limpo – e normalmente são super – e se tem bastante gente – sinal de que além de ser boa a comida é mais fresca.

A Indonésia não foi um país onde comemos bem. A comida local normalmente era extremamente gordurosa, muita fritura e poucos legumes, frequentemente eles servem macarrão instantâneo e a gente se espantou no começo. Nada nos chamou a atenção. Em Bali existem vários restaurantes internacionais que devem ser bons, mas sempre muito caros e ocidentalizados demais pro nosso bolso e gosto.

Já no Laos a comida é gostosa. Comemos muito sanduíches em baguetes, já que a colonização foi francesa, porém a comida local lembra bastante a tailandesa, mas ainda não tão gostosa. Até agora nada entrou pra nossa lista de favoritos, como ainda temos uns dia aqui não perdemos as esperanças.

Essa foi a lista não foi fácil de fazer mas a gente selecionou as 10 comidas mais gostosas até agora.

1 – CHINA – Macarrão da rua em Kunming

A China é um bom lugar pra experimentar várias coisas diferentes. Aqui poderiam entrar o pato de Pequim, os porcos agridoces – que são sempre um pedido acertado, os cogumelos de Yunnan, a salada de batatas quase cruas mas o que a gente lembra com saudades até hoje foi um macarrão que comemos na rua de Kunming, no sul do país.

A gente não consegue escolher se foi a da tiazinha no centro da cidade ou do tiozinho do lado do nosso hotel, num bairro bem simples. Mas os dois eram deliciosos. Um macarrão de arroz firme, frito com pimenta e legumes num molho muito gostoso que jamais saberemos exatamente do que era.

2 – MALASIA – Cordeiro da Família da Lyd

Quando ficamos em Penang, na Malásia, na casa de uma família muçulmana chegamos no Haji, festa muçulmana de sacrifício, como contamos aqui. Como uma família convencional tinha o que comer o dia todo e não adianta dizer que está satisfeito, uma tia vai te encher de comida de novo. As portas ficam abertas para que os vizinhos e família sejam recebidos, sempre com um prato na mão.

No dia que chegamos as mulheres estavam na cozinha preparando os ingredientes para o dia seguinte. Ajudamos no que conseguimos no preparo e ainda queremos tentar fazer essa receita sozinhos. Sempre lembramos com carinho, da família e desse prato delicioso.

O cordeiro é muito bem lavado e fica cozinhando muitas horas num molho com especiarias e uma pasta de castanha de caju e cebola. É servido com arroz e legumes. Tinha mais várias comidas deliciosas, mas esse foi especialmente diferente e maravilhoso.

3 – MALASIA – Nassi Kandar de Georgetown

Nassi Kandar é a comida de todo dia dos malaios. Nosso feijão com arroz. Como já contamos aqui a culinária malaia também tem muita influencia dos indianos e nesse prato é bem fácil perceber. Nassi é arroz e Kandar é XXX. Nesse dia almoçamos com a família que nos hospedava num restaurante lotado de locais. A comida era super deliciosa e nossa mãe muçulmana fez a gente repetir até não aguentar mais.

4 – MALASIA – Roti da esquina do condo

Ficamos hospedados num coushsurfer super bacana em Kuala Lumpur, como contamos aqui e aqui, e estávamos rodeados de restaurantes muito muito bons e baratos.

O Roti é um pão feito na chapa, parecido com um chapati ou naan indiano, com uma técnica super legal de assistir. A maneira como eles abrem a massa é diferente. No Sudeste Asiático é comum encontrar esse tipo de pão, mas até agora nenhum foi tão delicioso quanto o da Malásia porque lá a chapa não levava óleo e nos outros países até agora sim, muito.

Esse Roti é servido com alguns molhos, tipo curry, pra comer junto. E os Roti doces também são deliciosos, a gente nunca resistia.

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5 – MALASIA – Mee Mamak do Hotel Basaga

Quando trabalhamos no bar em Kuching, como contamos aqui, tínhamos acesso ao hotel super bacana do mesmo dono. Lá a gente ia pra ter acesso a internet, pra usar a piscina e pra comer Mee Mamak.

O Mee Mamak é um tipo de macarrão de arroz frito com um molho um pouco adocidado, vermelho, com frutos do mar. Tem algumas especiarias bem diferentes e o molhinho que fica é muito irresistível, o cheiro é inconfundível e todas as versões que experimentamos eram ótimas.

6 – MALASIA – Mee Jawa do Warong

A comida da parte da Malásia que fica em Borneo tem menos influencia Indiana mas, por outro lado, tem bastante influencia dos povos locais. A culinária é bem fresca, com bastante frutos do mar e sabores diferentes, com mistura de molhos mais doces e ingredientes que a gente nunca tinha visto antes.

O Mee Jawa é assim, um macarrão de ovo misturado com um molho amarelo, que torna o prato parecido com uma sopa. Pode ser servido com brotos e vegetais, deixando a crocância dar um contraste bem interessante.

7 – TAILANDIA – Pad Thai do vizinho do Hero

No primeiro dia que chegamos em Bangkok o Hero, nosso anfitrião do do hostel/couchsurfing como contamos aqui, nos levou num restaurante super peculiar. Uma mistura de Karaokê com restaurante familiar onde todas as mesas tinham pedido, pelo menos um, whisky. Jantamos ao som de velhinhos cantores.

Comemos vários Pad Thai na Tailândia, além de ser nosso prato favorito ele é a comida mais barata que você encontra, e foi difícil escolher o favorito. Mas esse talvez pela atmosfera, talvez por ser o primeiro mas principalmente porque os locais sempre sabem onde comer foi o melhor.

O Pad Thai é um prato de macarrão de arroz, brotos, vegetais e ovo fritos numa mistura de molho de tamarindo, caldo de peixe, shoyu, acúcar, pimenta, coberto por amendoim e mais pimenta. É muito delicioso e apaixonante. Comemos praticamente todos os dias por lá.

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8 – TAILANDIA – Salada de papaya verde do Siam

A salada de papaya ou manga verdes é super diferente. A gente nunca tinha comido essas duas frutas assim, verdes e crocantes, são bem azedas. Um prato também fácil de encontrar nas ruas da Tailândia – e nas do Laos, pelo que vimos até agora – é super leve e leva muita pimenta.

Num pilão grande são macerados pimenta, alho e tomate. Depois é misturado a papaia ou a manga verdes cortados bem finos e compridos, vagem, limão, amendoim e uma mini beringela que nunca vi no Brasil.

O resultado é uma salada muito fresca, azeda e doce ao mesmo tempo e muito, mas muito, apimentada. É um prato que mostra bem como a cozinha tailandesa mistura os sabores. Nesse dia suores e lágrimas foram derramados depois que eu disse pra moça que fazia minha salada que eu gostava de pimenta. Mas sem arrependimentos, é um dos pratos mais gostosos que comemos lá.

9 – TAILANDIA – Kao Soy que o Dan fez na aula de culinária

Kao Soy é uma sopa com macarrão de ovos. A primeira vez que comemos, num restaurante em frente a uma feira que íamos praticamente todo dia em Chiang Mai, ficamos apaixonados. Mas a que o Dan fez na nossa aula de culinária ficou melhor ainda.

O caldo leva pimentas, curry, leite de coco e mais pimentas. Normalmente é servido com camarões e por cima macarrão crocante, que contrasta de uma maneira linda com o creme que forma. É uma sopa leve por causa do leite de coco, que é super usado, e tem um cheiro muito gostoso por causa da mistura de pimentas e temperos.

10 – TAILANDIA – Mango sticky rice da aula de culinária

Os asiáticos não são muito bons em sobremesas e a gente confessa que sente falta. Mas o mango sticky rice é uma delícia. Talvez porque a gente fez ficou ainda mais gostoso.

Esse arroz grudadinho é bastante comum aqui no sudeste asiático e normalmente é servido em pratos salgados. Pra essa sobremesa ele fica várias horas de molho e é, em seguida, cozido no vapor. Enquanto ainda morno é misturado leite de coco, açúcar de palma derretido com água e açúcar de cana. Depois frio é servido com fatias de mangas. Lembra um pouco um arroz doce, mas eu acho ainda melhor.

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SOBRE ESTAR ABERTO A SURPRESAS

Antes dessa viagem, especialmente em viagens curtas, eu sempre fiz mapas e roteiros. Organizava o que queria ver e fazer pelas regiões de cada cidade, assim os passeios faziam mais sentidos e não deixava quase nada pra trás. Claro que sempre tinha espaço pro desconhecido, pros passeios sem rumo. Mas a minha lógica era que estando pouco tempo num lugar que tem muito pra me oferecer eu precisava ser certeira e eficiente. Tenho essa mania de organização e nas viagens não tinha porque ser diferente.

Assim que a começamos a viajar juntos temos um ritmo diferente. Sem pressa a gente descobre os melhores lugares da maneira que a gente mais gosta, que mais tem a ver com a gente. Desde o começo planejamos muito pouco, mas muito pouco mesmo. Não ficamos procurando as melhores épocas para estar em cada lugar, as vezes fazemos caminho que não fazem tanto sentido e é difícil quando temos certeza do nosso próximo destino.

Alguns vão dizer que planejamento é fator decisivo pra uma viagem como essas. Pra gente, não é. Então funciona assim também. Hoje a gente não vasculha tudo sobre o próximo destino, nem muitas fotos mais a gente vê da próxima cidade.

A verdade é que isso não é uma maravilha. Sabemos que as vezes pagamos passagens de avião mais caras do que deveríamos ou que não vamos conseguir ninguém no couchsurfing pra nos hospedar amanhã. Mas a gente tem se divertido com a sorte / acaso / coincidência.

Chegamos em Luang Prabang, cidade do Laos, faz dois dias. A vinda foi difícil, foram muitas horas num micro-ônibus a 30km/h, onde nem as minhas pernas cabiam de tão apertado. A estrada não tem asfalto e a quantidade de curvas se aproxima ao infinito. Quando chegamos, sem lugar pra ficar porque as vezes nem isso a gente planeja, encontramos pousadas cheias e hotéis caros. Demorou encontrar um lugar que a gente pudesse pagar e, como já era tarde, tomamos banho gelado porque ninguém mais conseguia nos ajudar.

Poderia ser uma tragédia se não fosse a comemoração de 20 anos que a cidade foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Então chegamos numa cidadezinha super bonita e que parece que parou no tempo cheia de coisas pra fazer. Desde que estamos aqui já vimos vários filmes produzidos no sudeste asiático, já fui numa conversa com um americano que tem um projeto fotográfico com cinemas de rua super parecido com minhas pesquisas, já fomos em workshop de produção cinematográfica e em algumas performances sem graça. Amanhã nos esperam 20 elefantes que acabaram de chegar de uma caravana pra preservação da espécie. E nada disso estava nos nossos planos.

Deixar de pesquisar sobre todos os detalhes do próximo destino, além de me deixar mais relaxada, me faz encontrar o desconhecido, me faz ver pela primeira vez os lugares que visito. Pode ser uma cidadezinha nova perto de onde você está, um restaurante que um local diz pra você ir ou a comida que ele sugere você comer, pode ser aquela fruta que você não faz ideia do que é, aquela portinha que você ficou curioso e entrou. Deixar espaço para as surpresas durante uma viagem pode sempre trazer experiências divertidas.

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PELAS RUAS DE BANGKOK

Demoramos 3 meses pra chegar à cidade que começaríamos a viagem. Dia 10 de novembro pousamos em Bangkok, capital da Tailândia e uma das mais importantes e malucas cidades do sudeste asiático. A gente vinha de uma temporada de cidades mais pequenas e tranquilas, praias paradisíacas e floresta. E ficamos super felizes! A gente gosta do caos, da mistura e dos barulhos que uma metrópole traz. A gente gosta de ver tudo junto ao mesmo tempo, de pessoas nas ruas, templos, feiras enormes.

Aqui na Ásia a infra-estrutura das cidades sempre nos surpreende. Pra se locomover por lá não faltam opções: você pode andar que as ruas são super interessantes e amigáveis, tem ônibus, tem metrô, tem trem, tem muitos táxis e tuk-tuks, e tem barco – o nosso preferido por ser um sistema público, super prático e barato, aproveitando o rio que cruza a cidade. Então passear por Bangkok é uma delícia e pode ser sempre de um jeito diferente.

Fizemos couchsurfing em um hostel e pela primeira vez dormimos em dormitório, ou seja, muitos beliches e muitas pessoas. Claro que não é sempre uma delícia, principalmente porque dá vontade de ter mais privacidade e porque o banheiro compartilhado não é nunca o melhor amigo de um viajante. Mas a experiência valeu, nessas horas dá pra reforçar a ideia de que viaja sozinho quem quer! Fizemos um monte de amigos, todo dia tinha companhia diferente pra passear. Dividimos muita experiência diferente de quem está na estrada por muito ou pouco tempo.

Andamos por muitas feiras diferentes. Elas estão espalhadas por toda a cidade e as vezes você nem precisa ir atrás. De repente você está numa rua cheia de barraquinhas de roupa, fruta, suco, comida, sapato, eletrônicos, acessórios, costureira, sapateiro, consertos, livros, bugiganga, o que se conseguir imaginar. Uma das feiras que eu adorei foi a das flores. Os tailandeses usam muitas flores naturais todos os dias – especialmente porque as oferendas budistas são cheias delas e são feitas diariamente, as vezes mais de uma ver por dia. Então a feira é linda, colorida e cheirosa.

Templo também é o que não falta, as estimativas são absurdas – dizem que existem mais de 30.000 templos budistas na Tailândia toda e mais de 1.000, pelo menos, na capital. Gostamos muito do Wat Po, um complexo de espaços sagrados na região central. Um lugar super agradável pra passar algumas horas desconectado do caos pra fora dos muros. Ficamos um bom tempo ouvindo os monges recitarem mantras em um dos templos. Uma sensação indescritível.

Alguns mercados flutuantes estão espalhados pela cidade e o maior deles fica há alguns km para o norte. Não fomos nesse porque dizem ser super turístico mas confesso que me arrependi. Tem alguns passeios que de tanta informação e fotos que vemos ficamos com uma expectativa alta e o mercado que escolhemos era tão pequeno que não empolgou tanto quanto imaginei. Mesmo assim a experiência foi legal, é no barco que ficam as cozinhas e não dá pra acreditar no equilíbrio e estômago que os cozinheiros tem.

A Kao San Road é tão maluca quanto mostram os filmes, se você viu ‘Se Beber Não Case 2’ consegue imaginar. Ela funciona 24h por dia, é cheia de bar e estrangeiro bêbado, dá pra comprar sem pudores documentos falsificados, braceletes com frases ridículas, dá pra fazer tatuagem, comprar roupas e lembrancinhas, e ficar zonzo com tantos letreiros e barulho ao redor. Uma experiência tanto curiosa quanto desnecessária.

Bangkok é tanta coisa ao mesmo tempo que dá pra entender porque tanta gente ama e tanta gente não suporta. A gente gostou, pelo menos por um tempinho.

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NOSSA PRAIA PRETA EM BALI

Balian foi nossa primeira parada em Bali. Ficamos por lá uns dez dias fazendo trabalho voluntário num retiro de yoga / joalheria / sede espiritual de uma alquimista. É, tudo isso misturado. Eu fotografei e o Dan traduziu. Fizemos alguns amigos que acabamos reencontrando várias outras vezes pela viagem, fiz yoga e não aprendi a surfar. Comemos comida sem graça e nadamos todos os dias.

Foram dias muito tranquilos, com um rio no nosso quintal e uma praia de areia preta logo ali. Um bom começo pros nossos dias de Indonésia.

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15 COISAS PRA SE FAZER EM BEIJING

Beijing entrou rapidinho pra uma das cidades que mais adoramos. E não tinha como ser diferente já que ela reúne várias coisas que a gente adora: carrega muita história e ao mesmo tempo é bastante moderna, tem muita coisa pra fazer mas é cheia de lugares pra relaxar e esquecer da metrópole congestionada ao redor, é cheia de pessoas receptivas e coisas diferentes para todo lugar que você olha.

A gente tentou deixar a lista menor mas era tanta coisas que escolhemos quinze coisas que mais adoramos fazer e recomendamos que você encontre um tempinho quando tiver por lá:

ANDAR SEM RUMO PELOS HUTONGS

Os hutongs são ruas estreitas que começaram a surgir 1000 A.C na área central da cidade. Até hoje a maior parte das construções são residenciais mas ali também ficam hostels, restaurantes, mercados e lojas. É triste ver que muitos estão sendo demolidos para dar espaço para grandes construções ou ruas mais largas, mas ainda é possível encontrar várias vielas dessas pela cidade.

Andar por eles sem saber muito bem onde vai chegar é com certeza um passeio cheio de surpresas e uma maneira de entrar em contato com a história da China e da vida dos chineses que moram por ali. Os muros de tijolo cinza, os pátios internos das casas, as pessoas cozinhando, andando, conversando com os vizinhos, tudo tão apertadinho deixa a gente com a impressão de que está num vilarejo e não numa cidade tão enorme.

SE PERDER NA CIDADE PROIBIDA

A cidade proibida foi o Palácio Imperial da China, começou a ser construída no início do século XV, e é o maior palácio do mundo. Uma cidade real dentro da capital destinada para o Imperador. Apenas sua família e alguns empregados tinham permissão de estar ali, por isso era dita proibida.

A gente passou praticamente o dia todo andando por lá. O caminho principal é feito do sul, desde a Praça da Paz Celestial, até o norte, onde fica o Parque Jingshan que tem uma linda vista do complexo, pelos palácios e espaços mais importantes e nas laterais várias construções que serviam de suporte.

VIRAR CRITICO DE ARTE NO DISTRITO  DE ARTE 978

Até os anos 50 a região era uma concentração de fábricas militares. Elas foram fechando com o tempo e os grandes galpões abandonados hoje acolhem escolas de arte, galerias, empresas, lojas e cafés. Uma área cheia de atividades diferentes pra fazer. São tantas espaços que não tem como não encontrar alguma coisa que faça sentido pra você. A gente recomenda que você escolha algumas pra entrar e apreciar arte contemporânea.

PASSAR HORAS CAMINHANDO NA MURALHA DA CHINA

A gente já falou sobre esse passeio aqui. Faz parte daqueles passeios emocionantes e inacreditáveis que desde pequeno muita gente sonha em fazer.

APERTAR TODAS AS CRIANÇAS

Não dá pra resistir. As crianças chinesas são sempre bonitinhas e queridas, dá vontade de apertar todas elas e a gente recomenda que você aperte todas as que conseguir.

TER LONGAS CONVERSAS EM CHINES, MESMO SEM FALAR UMA PALAVRA

O povo chinês é muito acolhedor. Não falamos a mesma língua, nossa cultura é muito diferente e a gente pouco sabe da história deles mas a empatia é quase que imediata. Conversamos muito com eles sem trocar uma só palavra na mesma língua e mesmo assim tinhamos a sensação de que tivemos um ótimo encontro.

VER OS VELHINHOS JOGANDO MAJONG NAS RUAS

O tempo na China passa de uma maneira diferente, mesmo no meio de tanta confusão sempre existem velhinhos com tempo disponível para mostrar pra gente que a vida com calma é muito mais bonita.

CONHECER OS QUATRO CANTOS DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

A Praça da Paz Celestial é a terceira maior praça do mundo, foi nela que ocorreu o famoso massacre contra os estudantes chineses, apesar de não haver nenhuma menção ao fato no local. Fica lá o Mausoléu com o corpo do Mao TséTung embalsamado, o monumento dos heróis e ao redor enormes construções como o Museu Nacional e a Cidade Proibida. Cada canto dela vale a pena, as construções são realmente impressionantes.

ESCOLHER UM PARQUE PRA PASSAR O DIA

Não faltam opções na hora de escolher um parque em Beijing. Pode ser o Palácio de Verão, o Templo do Céu – nosso preferido, ou que estiver no seu caminho. O interessante é que em todos eles você encontra um palácio importante, um templo antigo ou uma construção bonita. E, acredite, você nunca estará sozinho. A população de Pequim aproveita de verdade as praças e parques, pra conversar, tocar instrumentos ou praticar uma atividade física.

COMER UM BOM PATO DE PEQUIM

O prato mais famosos da cidade é também o preferido de muita gente. O pato é cortado em fatias bem finas e servido com um molho agridoce, legumes e uma espécie de panqueca de arroz. Pra comer acompanhado de chá verde ou água quente, claro.

ENTRAR E COMER NUM RESTAURANTE SEM MENU INGLES OU FOTO

Comer é sempre um desafio na China e a gente acaba se acostumando com os restaurantes que têm foto ou uma tentativa de tradução em inglês. Mesmo sem ter muita certeza a gente vê uma foto que gosta, aponta e tudo certo.

O desafio mesmo é entrar em restaurantes mais locais e conseguir pedir um prato. Uma aventura que pode dar muito certo ou muito errado! A gente te deseja boa sorte.

ESCOLHER UM TEMPLO PRA ACENDER INCENSOS

A devoção dos chineses está em todo canto nos templos espalhados pela cidade. A gente adora apreciar a religião e as cerimônias locais então sempre que podemos acendemos os três incensos para Buda.

JOGAR PETECA COM UM GRUPO DE CHINESES

É muito comum ver chineses se exercitando e o que a gente mais gostava de ver eram eles jogando peteca com os pés. A habilidade deles é incrível e mesmo sendo brasileiro com alguma prática na embaixadinha acho que eles saem ganhando.

FAZER AMIGOS QUE TE LEVEM COMER

Fizemos um grupo de amigos super incrível no apartamento que estávamos. Tinha chineses de vários lugares e não tem indicação melhor pra comer do que um local. Além de serem extremamente generosos e nunca deixarem a gente pagar, mesmo quando era esse o combinado, foi com eles que comemos os melhores pratos. O ideal é confiar e não ficar querendo entender muito o que se está comendo. Ah, e estar disposto pra aguentar a pimenta.

TOMAR TODAS COM UM GRUPO DE CHINESES

Ter feito amigos chineses foi incrível. A noite fica ainda mais divertida porque eles mal aguentam bebida alcoólica e com um pouquinho de cerveja eles já estão vermelhos e deixam a timidez pra trás.

E você, já fez outra coisa imperdível por lá ou morre de vontade de fazer quando for?

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101 DIAS NA ESTRADA

Hoje comemoramos 101 dias de viagem pelo mundo. Saímos de casa dia 10 de agosto com um roteiro prévio na cabeça e um pouco de dinheiro na conta. Já foram viagens de avião, trem rápido, trem lento, barco, ônibus, carro, moto, bicicleta e tuktuk. Visitamos cidades grandes, pequenas, campo, floresta, ilhas paradisíacas, parques nacionais, ruínas. Estamos no quarto país da viagem, a Tailândia, na 18ª cidade, Koh Tao, e não sabemos bem ao certo pra onde vamos daqui.

Todos os nossos dias tem sido diferentes. Tem dia que estamos mais dispostos e animados, que exploramos todos os cantinhos de um lugar, tem dias que conhecemos mais pessoas outros dias que ficamos só os dois. As vezes o corpo pede um descanso, as vezes dá preguiça, mas as vezes a gente passa mais de 12h andando sem sentir o tempo passar.

Andamos de chinelo praticamente todos os dias e estamos em mais contato com a natureza do que nunca. Cada um descobriu que adora fazer alguma coisa nova e a gente ainda procura realizar as pequenas vontades que por algum motivo ainda não tinhamos colocado em prática. Ter tempo de verdade, pra nós mesmos e pro outro, tem sido a coisa mais importante que conquistamos.

Dava pra fazer várias listas pra resumir as cidades que mais gostamos, as comidas mais gostosas, as paisagens mais incríveis ou as pessoas legais que conhecemos. Mas a gente achou melhor só contar que tudo tem sido incrível, que o mundo é maior do que a gente imaginava e que estamos muito felizes.

 

Temos um monte de coisas pra contar, fotos pra mostrar, dicas pra dividir por isso o formato do Pelas Nuvens mudou um pouquinho. Agora somos pelasnuvens.com então não temos mais propagandas chatas ou limite de imagens. O mapa é nossa novidade preferida, parece uma bagunça mas ele é um resuminho de tudo, dá pra ver por onde a gente andou clicando aqui. Logo a gente vai lançando mais detalhes sobre a gente, a viagem, o planejamento, dinheiro, mala, coisas práticas. Agora estamos separando os posts em mais categorias e tags, pra ficar mais fácil encontrar os assuntos relacionados. Não esquece de acompanhar a gente no Facebook e no Instagram também, lá é mais rápido e fica tudo concentrado.

Se você encontrar qualquer probleminha no site nos avise porque somos super amadores e queremos deixar tudo bem bacana e funcional. Caso ache que falta alguma coisa ou quer saber mais sobre algum assunto, entra em contato com a gente.

Boa viagem 🙂

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A NOSSA VOLTA AO MUNDO

Uma coisa legal sobre viagens é que elas não têm regra nenhuma. Talvez o que voltas ao mundo têm em comum, normalmente porque nem isso é uma regra, é que elas duram mais do que férias convencionais.

Se você procurar rapidinho ‘viagens de longa duração’ vai encontrar um monte delas: tem sozinho, tem de casal, tem a família toda, tem gente que vai de carro, de bicicleta, de cadeira de rodas, de barco, de van, tem quem acampa, quem faz voluntariado, quem trabalha enquanto viaja, ou estuda, tem gente que casa no caminho, que tem até filho na estrada, e assim vai.

A nossa volta ao mundo não é dessas super planejadas. a gente não tinha um roteiro, não passamos muito tempo guardando dinheiro e nem tínhamos um objetivo muito definido. Resolvemos um dia que a gente ia e desse momento até pegar o avião o tempo foi curto, foram menos de 3 meses.

Tínhamos algumas vontades, uns países que queríamos visitar, e um orçamento apertado. A Ásia foi nosso ponto de partida principalmente porque os países são baratos e os dois, que já tínhamos estado lá, queríamos muito voltar. A partir disso procuramos passagens e acabamos encontrando uma muito barata pra China numa data que fazia muito sentido.

O que a gente já adorou é que pra chegar em Shanghai tínhamos uma escala no México e dali iríamos pelo Oceano Pacifico. Então, não importava o caminho que fizéssemos pra voltar ao brasil, a volta ao mundo já estava garantida.

Com o tempo viajando fomos percebendo que a gente gosta de viajar devagar. não gostamos de ter dias super cheios e planejados, não queremos correr só pra visitar mais países. Fomos percebendo que conhecer pessoas e fazer amigos é a coisa mais bonita do caminho, nossas cidades preferidas e experiências mais legais normalmente têm a ver com o quanto nos relacionamos nela. Vimos que ter tempo é um privilégio e que o ritmo lento de vida dos asiáticos é inspirador. E descobrimos que tendo esse tempo a gente pode se descobrir melhor.

A gente também acreditava lá no começo, e só reforçamos essa ideia, de que uma viagem longa não é pra todo mundo. Não é uma vontade que todo mundo tem. Não é um estilo de vida que todo mundo quer. Tem gente que prefere a estabilidade, tem gente que gosta disso por um tempo e tem gente que vive assim por muitos anos. Pra gente tem sido incrível. Nos sentimos extremamente felizes e muito realizados de poder ver o mundo dessa forma. E fazemos questão de verificar isso sempre: ‘Tá feliz?! Tá aproveitando? Então tá bom!’.

Vamos vendo que hoje vivemos com pouco – com bem menos do que enquanto estávamos em Curitiba. Hoje temos menos roupas – menos maquiagem e cremes -, menos dinheiro e menos conforto também. Mas vivemos mais histórias e descobrimos mais coisas, e isso tem sido muito maior.

A gente não tinha muitos planos e continuamos não tendo mas, enquanto a viagem estiver fazendo sentido, estamos completamente felizes.

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3 MANEIRAS DE VIAJAR SEM GASTAR COM ACOMODAÇÃO

A gente completou outro dia 47 dias seguidos sem gastar com acomodação!

Isso significa que desde os últimos dias na China, todos os dias na Malásia e até então na Indonésia devemos ter economizado cerca de U$1000. E como isso é incrível pra gente como a gente, que quer viajar muito mas não ficou rico, queremos compartilhar com vocês como temos feito:

 

COUCHSURFING

 

Couchsurfing, ‘surfe de sofá’, é uma rede onde pessoas disponibilizam um espacinho para receber viajantes sem custo nenhum. Tem gente que oferece o sofá na sala, um quarto separado, cama de casal, cama de solteiro, a própria cama pra dividir e até espaço no chão caso você possa levar o seu saco de dormir.

Para fazer parte você se inscreve gratuitamente no site e preenche seu perfil. Você pode querer se hospedar, querer oferecer hospedagem ou fazer as duas coisas, dependendo do momento em que estiver.

A gente adora e recomenda! Além de economizar a gente entra em contato com os locais e com a cidade de uma maneira diferente, sem as fórmulas prontas dos guias de viagem. Você se hospeda em regiões nada óbvias, vai comer as melhores e mais baratas comidas naqueles restaurantes que você nunca encontraria sozinho, participa do dia a dia imerso em uma outra cultura e faz amigos que dá vontade de levar junto.

O ideal é que você entre em contato com uma certa antecedência pra que as pessoas se programem e pra que você possa ter tempo pra se familiarizar com o que te oferecem e ver se encaixa mesmo com o seu perfil. Nem sempre a gente faz isso porque algumas vezes decidimos em cima da hora, mas caso sua viagem seja mais planejada vale a pena.

 

TRABALHO VOLUNTÁRIO

 

Vários sites oferecem esse tipo de serviço de maneira bem simples. Os mais famosos são o WorkAway, que é o que a gente usa, o WWOOF, o WorldPackers e o HelpX. Mas você pode até entrar em contato com os lugares diretamente, tem muita ONG com o próprio programa de voluntariado. O mais bacana desses sites é que eles custam muito pouco, diferente dos esquemas de agência de turismo, por exemplo.

Os trabalhos variam muito muito! Dá pra dar aula de inglês, ser recepcionista em hostel, limpar jaula de elefante, entreter crianças, passar o dia conversando com velhinhos, tirar fotos, traduzir textos, cuidar dos gatos, construir banheiro, pintar parede. E em todos os lugares imagináveis, desde as mais frenéticas cidades até os mais desertos paraísos. Não é exagero, a diversidade é enorme.

Você preenche seu perfil, o quanto mais detalhado e sincero melhor, e entra em contato com onde pretende trabalhar e espera. O mínimo que eles oferecem, normalmente, é acomodação. Mas a gente já ficou em lugares que dão café da manhã e uma ajuda em dinheiro por dia trabalhado, tem outros que dão todas as refeições, transporte, roupa lavada. Vale pesquisar bem e sempre analisar com calma cada proposta e, principalmente, os comentários. O ideal é escolher aquilo que combina com o seu perfil e que permita um tempo livre, assim dá pra aproveitar a viagem.

 

VIAGEM A NOITE

 

Essa recomendação é um pouco contraditória mas não deixa de ser uma opção. Na China fizemos isso algumas vezes, já que as distâncias são enormes, mas não foi super agradável. Nem sempre o transporte é confortável. Passamos 14 horas dentro de um trem com um assento tão duro e apertado que praticamente passamos a noite em claro.

O ideal é que a viagem seja longa o suficiente pra que você consiga descansar e tenha o mínimo de conforto. É péssimo passar um dia da viagem cansado, sem energias suficiente pra aproveitar o lugar. Então se você tem poucos dias na viagem vale repensar. Numa viagem mais longa dá tempo de recuperar as energias, já que os dias tem um ritmo diferente.

O mais legal é que essas opções têm em comum um tempo diferente do que uma simples passagem pelos lugares. O que mais temos aproveitado dessas experiências é o contato com as pessoas e com a cultura local. E a economia é certa, a gente garante.


Se você tem mais ideias ou dicas pra viajar mais barato conta pra gente.

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