A NOSSA VOLTA AO MUNDO

Uma coisa legal sobre viagens é que elas não têm regra nenhuma. Talvez o que voltas ao mundo têm em comum, normalmente porque nem isso é uma regra, é que elas duram mais do que férias convencionais.

Se você procurar rapidinho ‘viagens de longa duração’ vai encontrar um monte delas: tem sozinho, tem de casal, tem a família toda, tem gente que vai de carro, de bicicleta, de cadeira de rodas, de barco, de van, tem quem acampa, quem faz voluntariado, quem trabalha enquanto viaja, ou estuda, tem gente que casa no caminho, que tem até filho na estrada, e assim vai.

A nossa volta ao mundo não é dessas super planejadas. a gente não tinha um roteiro, não passamos muito tempo guardando dinheiro e nem tínhamos um objetivo muito definido. Resolvemos um dia que a gente ia e desse momento até pegar o avião o tempo foi curto, foram menos de 3 meses.

Tínhamos algumas vontades, uns países que queríamos visitar, e um orçamento apertado. A Ásia foi nosso ponto de partida principalmente porque os países são baratos e os dois, que já tínhamos estado lá, queríamos muito voltar. A partir disso procuramos passagens e acabamos encontrando uma muito barata pra China numa data que fazia muito sentido.

O que a gente já adorou é que pra chegar em Shanghai tínhamos uma escala no México e dali iríamos pelo Oceano Pacifico. Então, não importava o caminho que fizéssemos pra voltar ao brasil, a volta ao mundo já estava garantida.

Com o tempo viajando fomos percebendo que a gente gosta de viajar devagar. não gostamos de ter dias super cheios e planejados, não queremos correr só pra visitar mais países. Fomos percebendo que conhecer pessoas e fazer amigos é a coisa mais bonita do caminho, nossas cidades preferidas e experiências mais legais normalmente têm a ver com o quanto nos relacionamos nela. Vimos que ter tempo é um privilégio e que o ritmo lento de vida dos asiáticos é inspirador. E descobrimos que tendo esse tempo a gente pode se descobrir melhor.

A gente também acreditava lá no começo, e só reforçamos essa ideia, de que uma viagem longa não é pra todo mundo. Não é uma vontade que todo mundo tem. Não é um estilo de vida que todo mundo quer. Tem gente que prefere a estabilidade, tem gente que gosta disso por um tempo e tem gente que vive assim por muitos anos. Pra gente tem sido incrível. Nos sentimos extremamente felizes e muito realizados de poder ver o mundo dessa forma. E fazemos questão de verificar isso sempre: ‘Tá feliz?! Tá aproveitando? Então tá bom!’.

Vamos vendo que hoje vivemos com pouco – com bem menos do que enquanto estávamos em Curitiba. Hoje temos menos roupas – menos maquiagem e cremes -, menos dinheiro e menos conforto também. Mas vivemos mais histórias e descobrimos mais coisas, e isso tem sido muito maior.

A gente não tinha muitos planos e continuamos não tendo mas, enquanto a viagem estiver fazendo sentido, estamos completamente felizes.

Continue Reading

3 MANEIRAS DE VIAJAR SEM GASTAR COM ACOMODAÇÃO

A gente completou outro dia 47 dias seguidos sem gastar com acomodação!

Isso significa que desde os últimos dias na China, todos os dias na Malásia e até então na Indonésia devemos ter economizado cerca de U$1000. E como isso é incrível pra gente como a gente, que quer viajar muito mas não ficou rico, queremos compartilhar com vocês como temos feito:

 

COUCHSURFING

 

Couchsurfing, ‘surfe de sofá’, é uma rede onde pessoas disponibilizam um espacinho para receber viajantes sem custo nenhum. Tem gente que oferece o sofá na sala, um quarto separado, cama de casal, cama de solteiro, a própria cama pra dividir e até espaço no chão caso você possa levar o seu saco de dormir.

Para fazer parte você se inscreve gratuitamente no site e preenche seu perfil. Você pode querer se hospedar, querer oferecer hospedagem ou fazer as duas coisas, dependendo do momento em que estiver.

A gente adora e recomenda! Além de economizar a gente entra em contato com os locais e com a cidade de uma maneira diferente, sem as fórmulas prontas dos guias de viagem. Você se hospeda em regiões nada óbvias, vai comer as melhores e mais baratas comidas naqueles restaurantes que você nunca encontraria sozinho, participa do dia a dia imerso em uma outra cultura e faz amigos que dá vontade de levar junto.

O ideal é que você entre em contato com uma certa antecedência pra que as pessoas se programem e pra que você possa ter tempo pra se familiarizar com o que te oferecem e ver se encaixa mesmo com o seu perfil. Nem sempre a gente faz isso porque algumas vezes decidimos em cima da hora, mas caso sua viagem seja mais planejada vale a pena.

 

TRABALHO VOLUNTÁRIO

 

Vários sites oferecem esse tipo de serviço de maneira bem simples. Os mais famosos são o WorkAway, que é o que a gente usa, o WWOOF, o WorldPackers e o HelpX. Mas você pode até entrar em contato com os lugares diretamente, tem muita ONG com o próprio programa de voluntariado. O mais bacana desses sites é que eles custam muito pouco, diferente dos esquemas de agência de turismo, por exemplo.

Os trabalhos variam muito muito! Dá pra dar aula de inglês, ser recepcionista em hostel, limpar jaula de elefante, entreter crianças, passar o dia conversando com velhinhos, tirar fotos, traduzir textos, cuidar dos gatos, construir banheiro, pintar parede. E em todos os lugares imagináveis, desde as mais frenéticas cidades até os mais desertos paraísos. Não é exagero, a diversidade é enorme.

Você preenche seu perfil, o quanto mais detalhado e sincero melhor, e entra em contato com onde pretende trabalhar e espera. O mínimo que eles oferecem, normalmente, é acomodação. Mas a gente já ficou em lugares que dão café da manhã e uma ajuda em dinheiro por dia trabalhado, tem outros que dão todas as refeições, transporte, roupa lavada. Vale pesquisar bem e sempre analisar com calma cada proposta e, principalmente, os comentários. O ideal é escolher aquilo que combina com o seu perfil e que permita um tempo livre, assim dá pra aproveitar a viagem.

 

VIAGEM A NOITE

 

Essa recomendação é um pouco contraditória mas não deixa de ser uma opção. Na China fizemos isso algumas vezes, já que as distâncias são enormes, mas não foi super agradável. Nem sempre o transporte é confortável. Passamos 14 horas dentro de um trem com um assento tão duro e apertado que praticamente passamos a noite em claro.

O ideal é que a viagem seja longa o suficiente pra que você consiga descansar e tenha o mínimo de conforto. É péssimo passar um dia da viagem cansado, sem energias suficiente pra aproveitar o lugar. Então se você tem poucos dias na viagem vale repensar. Numa viagem mais longa dá tempo de recuperar as energias, já que os dias tem um ritmo diferente.

O mais legal é que essas opções têm em comum um tempo diferente do que uma simples passagem pelos lugares. O que mais temos aproveitado dessas experiências é o contato com as pessoas e com a cultura local. E a economia é certa, a gente garante.


Se você tem mais ideias ou dicas pra viajar mais barato conta pra gente.

Continue Reading