NIHAO, SHANGHAI (13/08/15 – 16/08/15)

Saímos do Brasil numa segunda e chegamos em Shanghai numa quinta-feira, bem felizes que o hotel que a gente já tinha reservado era bem confortável e numa localização bacana, perto do metrô, assim foi bem fácil ir até as regiões que a gente queria conhecer. Como a troca de fuso é enorme, eram 11 horas de diferença, fomos aproveitar o dia. O ideal é não se render ao cansaço se ele aparecer mas viver no fuso horário local.

Você acha que já viu muita gente junto na vida. Dai você chega em Shanghai, nas férias escolares e não acredita no que vê. Em alguns cruzamentos a gente ficava só observando o mar de chineses andando por todos os lados. Era muito engraçado ver como no meio de tanta gente tudo dá certo, o transito flui, as pessoas se movimentam e todo mundo encontra seu lugar.

No meio da confusão nossos dias foram bons. O Dan fez um super sucesso com a barba e nos divertimos tirando fotos com os chineses curiosos. Deu tempo de fazer dois amigos chineses no meio da rua que nos levaram numa performance de chá: muita encenação, pouco chá e muito dinheiro. Daquelas furadas pra rir depois.

Encontramos um amigo chinês, o Paulo, e passamos o dia com ele. Ali a gente já sentiu que não tem nada melhor do que deixar que alguém nos apresente a cidade que mora pra entender um pouco mais dos lugares que a gente vai. Tudo que é estranho faz um pouco mais de sentido, dá pra entender as placas e algumas conversas, a comida fica mais gostosa e você olha tudo de um jeito mais de verdade.

No meio de tudo que fizemos os lugares que consideramos mais legais foram:

Pudong e Bund: O Pudong é a parte mais moderna da cidade, o skyline famoso de Shanghai tem uma vista linda a partir do Bund, região mais antiga onde você encontra os prédios mais importantes da época das concessões internacionais, quando países europeus dominavam partes da cidade. Os dois passeios são ótimos, andar pelos arranha-céus enormes e em construção contínua ou pelo parque linear beirando o Rio Huangpu, especialmente de noite.

Nanjing Street: A rua já era famosa por ser bastante comercial desde o começo do Século XX. Alguns chamam de Times Square Chinesa, já que em cada prédio existe uma infinidade de telões e letreiros iluminados. É bacana de andar especialmente porque liga o Bund até o Parque do Povo. O que mais gostamos foi entrar nas ruas menores que cruzam para ver uma China diferente: restaurantes pequenos, comida de rua, pessoas lavando vegetais e louças na calçada e o cheiro característico da China que nos acompanhou por toda a viagem.

Praça e Parque do Povo e Museu de Shanghai: Tudo fica junto. Andar sem rumo aproveitando o silêncio foi o mais gostoso de fazer. Como os chineses aproveitam bem o parque vimos velhinhos jogando, dançando, conversando e comendo. O Museu fica na praça e possui um acervo enorme: utensílios de bronze, vasos de cerâmica, a progressão da língua e da caligrafia, móveis antigos, roupas de diferentes etnias chinesas, jóias e até uma exposição temporária da Rússia.

Xintiandi e a Casa do Partido Comunista: Talvez a parte mais rica e elegante da cidade conta com várias lojas lindas, restaurantes internacionais e ruas bem arborizadas. No entanto, é de uma contradição sem tamanho que você encontra ali também a casa onde o Partido Comunista realizou seu primeiro congresso e discutiu as diretrizes do partido que iria tomar o poder anos depois.

Dá pra dizer que Shanghai é uma boa transição pra quem chega na China. Afinal, o contraste não é tão grande. Famosa por ser uma cidade internacional e cosmopolita a gente viu de tudo por lá, mas ela talvez tenha sido a cidade chinesa mais ocidentalizada que a gente conheceu.

 

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UM DIA NO MEXICO (11/08/15)

Nosso vôo para Shanghai teve uma escala de 12 horas na Cidade do México. Deu tempo de passear um pouco pela cidade e aproveitar o dia por lá.

O transporte do aeroporto ao centro foi bem fácil e rápido, ficamos seguros de que não teríamos problema na hora de voltar pra pegar o próximo vôo. Como chegamos bem cedo e a cidade ainda nem estava muito acordada deu pra ver o movimento começar, as lojas abrirem e as pessoas chegarem. A cidade nos pareceu muito mais tranquila do que a gente tinha imaginado.
Começamos andando pelo Zócalo, o centro histórico da cidade e a quarta maior praça do mundo. Redundante dizer que ela é enorme, né?

Depois, a Casa Azul! O museu fica na casa onde Frida Kahlo nasceu e viveu a maior parte da vida. É possível ver alguns dos quadros e fotos mas mais apaixonante é a casa. Ver os espaços em que ela viveu, o ateliê onde ela pintava, a cama adaptada para as telas, a cozinha, a sala de jantar, os objetos, os móveis, as roupas e os sapatos. O passeio é tranquilo, muito silêncio, o tempo passa e você não percebe. O pátio é tão verde e acolhedor. Não sei se conseguiria explicar pra vocês o que eu senti lá dentro.

Claro que muita coisa ficou de fora. O Dan não se conformou que passou perto da casa onde Trótski foi assassinado, eu não vi os painéis do Diego Rivera e nem vimos as pirâmides de Teotihuacan. Não conseguimos encontrar o melhor nacho ou burrito, nem tequila deu tempo de tomar! Mas aproveitamos bem o dia andando muito pelas ruas mexicanas.

 

 

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再见 CHINA, HELLO MALAYSIA.

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Chegamos na Malásia!

Estamos em Kuala Lumpur por uns dias e estamos de volta com todos os acessos à internet. Na China, por conta das restrições que o governo impõe, não tínhamos acesso ao Google, Facebook, Instagram … Foi um desafio pra gente que só percebeu a nossa dependência quando tivemos que nos virar sem os sites e aplicativos que estamos acostumados. Mas no final tudo deu certo e a gente se virou bem.

Temos bastante coisa pra contar mas não queremos que o blog fique muito atrasado! Por isso vamos postar o que está acontecendo mas intercalar com o que já vimos até aqui. Vamos avisando nos posts para não dar muita confusão!

Esperamos que vocês possam sentir um pouquinho do que a gente sentiu!

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