NOSSA PRAIA PRETA EM BALI

Balian foi nossa primeira parada em Bali. Ficamos por lá uns dez dias fazendo trabalho voluntário num retiro de yoga / joalheria / sede espiritual de uma alquimista. É, tudo isso misturado. Eu fotografei e o Dan traduziu. Fizemos alguns amigos que acabamos reencontrando várias outras vezes pela viagem, fiz yoga e não aprendi a surfar. Comemos comida sem graça e nadamos todos os dias.

Foram dias muito tranquilos, com um rio no nosso quintal e uma praia de areia preta logo ali. Um bom começo pros nossos dias de Indonésia.

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15 COISAS PRA SE FAZER EM BEIJING

Beijing entrou rapidinho pra uma das cidades que mais adoramos. E não tinha como ser diferente já que ela reúne várias coisas que a gente adora: carrega muita história e ao mesmo tempo é bastante moderna, tem muita coisa pra fazer mas é cheia de lugares pra relaxar e esquecer da metrópole congestionada ao redor, é cheia de pessoas receptivas e coisas diferentes para todo lugar que você olha.

A gente tentou deixar a lista menor mas era tanta coisas que escolhemos quinze coisas que mais adoramos fazer e recomendamos que você encontre um tempinho quando tiver por lá:

ANDAR SEM RUMO PELOS HUTONGS

Os hutongs são ruas estreitas que começaram a surgir 1000 A.C na área central da cidade. Até hoje a maior parte das construções são residenciais mas ali também ficam hostels, restaurantes, mercados e lojas. É triste ver que muitos estão sendo demolidos para dar espaço para grandes construções ou ruas mais largas, mas ainda é possível encontrar várias vielas dessas pela cidade.

Andar por eles sem saber muito bem onde vai chegar é com certeza um passeio cheio de surpresas e uma maneira de entrar em contato com a história da China e da vida dos chineses que moram por ali. Os muros de tijolo cinza, os pátios internos das casas, as pessoas cozinhando, andando, conversando com os vizinhos, tudo tão apertadinho deixa a gente com a impressão de que está num vilarejo e não numa cidade tão enorme.

SE PERDER NA CIDADE PROIBIDA

A cidade proibida foi o Palácio Imperial da China, começou a ser construída no início do século XV, e é o maior palácio do mundo. Uma cidade real dentro da capital destinada para o Imperador. Apenas sua família e alguns empregados tinham permissão de estar ali, por isso era dita proibida.

A gente passou praticamente o dia todo andando por lá. O caminho principal é feito do sul, desde a Praça da Paz Celestial, até o norte, onde fica o Parque Jingshan que tem uma linda vista do complexo, pelos palácios e espaços mais importantes e nas laterais várias construções que serviam de suporte.

VIRAR CRITICO DE ARTE NO DISTRITO  DE ARTE 978

Até os anos 50 a região era uma concentração de fábricas militares. Elas foram fechando com o tempo e os grandes galpões abandonados hoje acolhem escolas de arte, galerias, empresas, lojas e cafés. Uma área cheia de atividades diferentes pra fazer. São tantas espaços que não tem como não encontrar alguma coisa que faça sentido pra você. A gente recomenda que você escolha algumas pra entrar e apreciar arte contemporânea.

PASSAR HORAS CAMINHANDO NA MURALHA DA CHINA

A gente já falou sobre esse passeio aqui. Faz parte daqueles passeios emocionantes e inacreditáveis que desde pequeno muita gente sonha em fazer.

APERTAR TODAS AS CRIANÇAS

Não dá pra resistir. As crianças chinesas são sempre bonitinhas e queridas, dá vontade de apertar todas elas e a gente recomenda que você aperte todas as que conseguir.

TER LONGAS CONVERSAS EM CHINES, MESMO SEM FALAR UMA PALAVRA

O povo chinês é muito acolhedor. Não falamos a mesma língua, nossa cultura é muito diferente e a gente pouco sabe da história deles mas a empatia é quase que imediata. Conversamos muito com eles sem trocar uma só palavra na mesma língua e mesmo assim tinhamos a sensação de que tivemos um ótimo encontro.

VER OS VELHINHOS JOGANDO MAJONG NAS RUAS

O tempo na China passa de uma maneira diferente, mesmo no meio de tanta confusão sempre existem velhinhos com tempo disponível para mostrar pra gente que a vida com calma é muito mais bonita.

CONHECER OS QUATRO CANTOS DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

A Praça da Paz Celestial é a terceira maior praça do mundo, foi nela que ocorreu o famoso massacre contra os estudantes chineses, apesar de não haver nenhuma menção ao fato no local. Fica lá o Mausoléu com o corpo do Mao TséTung embalsamado, o monumento dos heróis e ao redor enormes construções como o Museu Nacional e a Cidade Proibida. Cada canto dela vale a pena, as construções são realmente impressionantes.

ESCOLHER UM PARQUE PRA PASSAR O DIA

Não faltam opções na hora de escolher um parque em Beijing. Pode ser o Palácio de Verão, o Templo do Céu – nosso preferido, ou que estiver no seu caminho. O interessante é que em todos eles você encontra um palácio importante, um templo antigo ou uma construção bonita. E, acredite, você nunca estará sozinho. A população de Pequim aproveita de verdade as praças e parques, pra conversar, tocar instrumentos ou praticar uma atividade física.

COMER UM BOM PATO DE PEQUIM

O prato mais famosos da cidade é também o preferido de muita gente. O pato é cortado em fatias bem finas e servido com um molho agridoce, legumes e uma espécie de panqueca de arroz. Pra comer acompanhado de chá verde ou água quente, claro.

ENTRAR E COMER NUM RESTAURANTE SEM MENU INGLES OU FOTO

Comer é sempre um desafio na China e a gente acaba se acostumando com os restaurantes que têm foto ou uma tentativa de tradução em inglês. Mesmo sem ter muita certeza a gente vê uma foto que gosta, aponta e tudo certo.

O desafio mesmo é entrar em restaurantes mais locais e conseguir pedir um prato. Uma aventura que pode dar muito certo ou muito errado! A gente te deseja boa sorte.

ESCOLHER UM TEMPLO PRA ACENDER INCENSOS

A devoção dos chineses está em todo canto nos templos espalhados pela cidade. A gente adora apreciar a religião e as cerimônias locais então sempre que podemos acendemos os três incensos para Buda.

JOGAR PETECA COM UM GRUPO DE CHINESES

É muito comum ver chineses se exercitando e o que a gente mais gostava de ver eram eles jogando peteca com os pés. A habilidade deles é incrível e mesmo sendo brasileiro com alguma prática na embaixadinha acho que eles saem ganhando.

FAZER AMIGOS QUE TE LEVEM COMER

Fizemos um grupo de amigos super incrível no apartamento que estávamos. Tinha chineses de vários lugares e não tem indicação melhor pra comer do que um local. Além de serem extremamente generosos e nunca deixarem a gente pagar, mesmo quando era esse o combinado, foi com eles que comemos os melhores pratos. O ideal é confiar e não ficar querendo entender muito o que se está comendo. Ah, e estar disposto pra aguentar a pimenta.

TOMAR TODAS COM UM GRUPO DE CHINESES

Ter feito amigos chineses foi incrível. A noite fica ainda mais divertida porque eles mal aguentam bebida alcoólica e com um pouquinho de cerveja eles já estão vermelhos e deixam a timidez pra trás.

E você, já fez outra coisa imperdível por lá ou morre de vontade de fazer quando for?

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101 DIAS NA ESTRADA

Hoje comemoramos 101 dias de viagem pelo mundo. Saímos de casa dia 10 de agosto com um roteiro prévio na cabeça e um pouco de dinheiro na conta. Já foram viagens de avião, trem rápido, trem lento, barco, ônibus, carro, moto, bicicleta e tuktuk. Visitamos cidades grandes, pequenas, campo, floresta, ilhas paradisíacas, parques nacionais, ruínas. Estamos no quarto país da viagem, a Tailândia, na 18ª cidade, Koh Tao, e não sabemos bem ao certo pra onde vamos daqui.

Todos os nossos dias tem sido diferentes. Tem dia que estamos mais dispostos e animados, que exploramos todos os cantinhos de um lugar, tem dias que conhecemos mais pessoas outros dias que ficamos só os dois. As vezes o corpo pede um descanso, as vezes dá preguiça, mas as vezes a gente passa mais de 12h andando sem sentir o tempo passar.

Andamos de chinelo praticamente todos os dias e estamos em mais contato com a natureza do que nunca. Cada um descobriu que adora fazer alguma coisa nova e a gente ainda procura realizar as pequenas vontades que por algum motivo ainda não tinhamos colocado em prática. Ter tempo de verdade, pra nós mesmos e pro outro, tem sido a coisa mais importante que conquistamos.

Dava pra fazer várias listas pra resumir as cidades que mais gostamos, as comidas mais gostosas, as paisagens mais incríveis ou as pessoas legais que conhecemos. Mas a gente achou melhor só contar que tudo tem sido incrível, que o mundo é maior do que a gente imaginava e que estamos muito felizes.

 

Temos um monte de coisas pra contar, fotos pra mostrar, dicas pra dividir por isso o formato do Pelas Nuvens mudou um pouquinho. Agora somos pelasnuvens.com então não temos mais propagandas chatas ou limite de imagens. O mapa é nossa novidade preferida, parece uma bagunça mas ele é um resuminho de tudo, dá pra ver por onde a gente andou clicando aqui. Logo a gente vai lançando mais detalhes sobre a gente, a viagem, o planejamento, dinheiro, mala, coisas práticas. Agora estamos separando os posts em mais categorias e tags, pra ficar mais fácil encontrar os assuntos relacionados. Não esquece de acompanhar a gente no Facebook e no Instagram também, lá é mais rápido e fica tudo concentrado.

Se você encontrar qualquer probleminha no site nos avise porque somos super amadores e queremos deixar tudo bem bacana e funcional. Caso ache que falta alguma coisa ou quer saber mais sobre algum assunto, entra em contato com a gente.

Boa viagem 🙂

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A NOSSA VOLTA AO MUNDO

Uma coisa legal sobre viagens é que elas não têm regra nenhuma. Talvez o que voltas ao mundo têm em comum, normalmente porque nem isso é uma regra, é que elas duram mais do que férias convencionais.

Se você procurar rapidinho ‘viagens de longa duração’ vai encontrar um monte delas: tem sozinho, tem de casal, tem a família toda, tem gente que vai de carro, de bicicleta, de cadeira de rodas, de barco, de van, tem quem acampa, quem faz voluntariado, quem trabalha enquanto viaja, ou estuda, tem gente que casa no caminho, que tem até filho na estrada, e assim vai.

A nossa volta ao mundo não é dessas super planejadas. a gente não tinha um roteiro, não passamos muito tempo guardando dinheiro e nem tínhamos um objetivo muito definido. Resolvemos um dia que a gente ia e desse momento até pegar o avião o tempo foi curto, foram menos de 3 meses.

Tínhamos algumas vontades, uns países que queríamos visitar, e um orçamento apertado. A Ásia foi nosso ponto de partida principalmente porque os países são baratos e os dois, que já tínhamos estado lá, queríamos muito voltar. A partir disso procuramos passagens e acabamos encontrando uma muito barata pra China numa data que fazia muito sentido.

O que a gente já adorou é que pra chegar em Shanghai tínhamos uma escala no México e dali iríamos pelo Oceano Pacifico. Então, não importava o caminho que fizéssemos pra voltar ao brasil, a volta ao mundo já estava garantida.

Com o tempo viajando fomos percebendo que a gente gosta de viajar devagar. não gostamos de ter dias super cheios e planejados, não queremos correr só pra visitar mais países. Fomos percebendo que conhecer pessoas e fazer amigos é a coisa mais bonita do caminho, nossas cidades preferidas e experiências mais legais normalmente têm a ver com o quanto nos relacionamos nela. Vimos que ter tempo é um privilégio e que o ritmo lento de vida dos asiáticos é inspirador. E descobrimos que tendo esse tempo a gente pode se descobrir melhor.

A gente também acreditava lá no começo, e só reforçamos essa ideia, de que uma viagem longa não é pra todo mundo. Não é uma vontade que todo mundo tem. Não é um estilo de vida que todo mundo quer. Tem gente que prefere a estabilidade, tem gente que gosta disso por um tempo e tem gente que vive assim por muitos anos. Pra gente tem sido incrível. Nos sentimos extremamente felizes e muito realizados de poder ver o mundo dessa forma. E fazemos questão de verificar isso sempre: ‘Tá feliz?! Tá aproveitando? Então tá bom!’.

Vamos vendo que hoje vivemos com pouco – com bem menos do que enquanto estávamos em Curitiba. Hoje temos menos roupas – menos maquiagem e cremes -, menos dinheiro e menos conforto também. Mas vivemos mais histórias e descobrimos mais coisas, e isso tem sido muito maior.

A gente não tinha muitos planos e continuamos não tendo mas, enquanto a viagem estiver fazendo sentido, estamos completamente felizes.

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3 MANEIRAS DE VIAJAR SEM GASTAR COM ACOMODAÇÃO

A gente completou outro dia 47 dias seguidos sem gastar com acomodação!

Isso significa que desde os últimos dias na China, todos os dias na Malásia e até então na Indonésia devemos ter economizado cerca de U$1000. E como isso é incrível pra gente como a gente, que quer viajar muito mas não ficou rico, queremos compartilhar com vocês como temos feito:

 

COUCHSURFING

 

Couchsurfing, ‘surfe de sofá’, é uma rede onde pessoas disponibilizam um espacinho para receber viajantes sem custo nenhum. Tem gente que oferece o sofá na sala, um quarto separado, cama de casal, cama de solteiro, a própria cama pra dividir e até espaço no chão caso você possa levar o seu saco de dormir.

Para fazer parte você se inscreve gratuitamente no site e preenche seu perfil. Você pode querer se hospedar, querer oferecer hospedagem ou fazer as duas coisas, dependendo do momento em que estiver.

A gente adora e recomenda! Além de economizar a gente entra em contato com os locais e com a cidade de uma maneira diferente, sem as fórmulas prontas dos guias de viagem. Você se hospeda em regiões nada óbvias, vai comer as melhores e mais baratas comidas naqueles restaurantes que você nunca encontraria sozinho, participa do dia a dia imerso em uma outra cultura e faz amigos que dá vontade de levar junto.

O ideal é que você entre em contato com uma certa antecedência pra que as pessoas se programem e pra que você possa ter tempo pra se familiarizar com o que te oferecem e ver se encaixa mesmo com o seu perfil. Nem sempre a gente faz isso porque algumas vezes decidimos em cima da hora, mas caso sua viagem seja mais planejada vale a pena.

 

TRABALHO VOLUNTÁRIO

 

Vários sites oferecem esse tipo de serviço de maneira bem simples. Os mais famosos são o WorkAway, que é o que a gente usa, o WWOOF, o WorldPackers e o HelpX. Mas você pode até entrar em contato com os lugares diretamente, tem muita ONG com o próprio programa de voluntariado. O mais bacana desses sites é que eles custam muito pouco, diferente dos esquemas de agência de turismo, por exemplo.

Os trabalhos variam muito muito! Dá pra dar aula de inglês, ser recepcionista em hostel, limpar jaula de elefante, entreter crianças, passar o dia conversando com velhinhos, tirar fotos, traduzir textos, cuidar dos gatos, construir banheiro, pintar parede. E em todos os lugares imagináveis, desde as mais frenéticas cidades até os mais desertos paraísos. Não é exagero, a diversidade é enorme.

Você preenche seu perfil, o quanto mais detalhado e sincero melhor, e entra em contato com onde pretende trabalhar e espera. O mínimo que eles oferecem, normalmente, é acomodação. Mas a gente já ficou em lugares que dão café da manhã e uma ajuda em dinheiro por dia trabalhado, tem outros que dão todas as refeições, transporte, roupa lavada. Vale pesquisar bem e sempre analisar com calma cada proposta e, principalmente, os comentários. O ideal é escolher aquilo que combina com o seu perfil e que permita um tempo livre, assim dá pra aproveitar a viagem.

 

VIAGEM A NOITE

 

Essa recomendação é um pouco contraditória mas não deixa de ser uma opção. Na China fizemos isso algumas vezes, já que as distâncias são enormes, mas não foi super agradável. Nem sempre o transporte é confortável. Passamos 14 horas dentro de um trem com um assento tão duro e apertado que praticamente passamos a noite em claro.

O ideal é que a viagem seja longa o suficiente pra que você consiga descansar e tenha o mínimo de conforto. É péssimo passar um dia da viagem cansado, sem energias suficiente pra aproveitar o lugar. Então se você tem poucos dias na viagem vale repensar. Numa viagem mais longa dá tempo de recuperar as energias, já que os dias tem um ritmo diferente.

O mais legal é que essas opções têm em comum um tempo diferente do que uma simples passagem pelos lugares. O que mais temos aproveitado dessas experiências é o contato com as pessoas e com a cultura local. E a economia é certa, a gente garante.


Se você tem mais ideias ou dicas pra viajar mais barato conta pra gente.

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NA MURALHA DA CHINA (24/08/15)

Tem lugares que a gente houve falar desde pequeno, né? As pirâmides do Egito, o Taj Mahal, a Torre Eiffel e, claro, A Muralha da China! Com certeza todo mundo sabe alguma coisa: dizem que atravessa o país inteiro, que dá pra ver do espaço, que demorou dois mil anos pra ficar pronta.

Foi só quando chegamos lá que nos demos conta do quanto era incrível aquele passeio e como era especial estar num dos lugares mais inacreditáveis do mundo. Passamos horas andando, subindo e descendo aquela infinidade de degraus. A paisagem é incrível e o dia estava bem ensolarado. Para subir você vai de teleférico e pra descer com um carrinhos num tobogã. O máximo! É mais de um km de descida e muita diversão se não tiver nenhum lerdo na sua frente.

A maior parte da muralha foi concluída na Dinastia Ming, e foram mesmo mais de 2 mil anos, a razão da sua construção é um pouco duvidosa, já que a China não corria risco de invasão na época. São mais de 20.000km e ela é, claro, a maior fortificação militar já existente. De Pequim as áreas mais famosas que podem ser visitadas são: Badaling, que é mais perto e por isso a mais restaurada mas muito movimentada. Mutianyu, a parte que a gente escolheu ir porque não é tão visitada e ainda tem áreas originais Simatai e Jinshaling, que foram pouquíssimo restauradas chegando até ser difícil de andar em algumas partes.

Como a gente prefere visitar os lugares no nosso tempo não gostamos de visitas guiadas, de ter hora pra chegar e sair. Pegamos o ônibus 916 Express, na estação Dongzhimen. No distrito de Huairou é preciso trocar de ônibus e, apesar de parecer uma tarefa impossível já que ninguém entende inglês, dá tudo certo. A gente, na ida, dividiu um táxi com 4 chinesas – isso mesmo, as 4, mais nós dois e o motorista – um desses momentos da viagem que o Dan me pergunta: `Namorada, você tem idéia de onde a gente tá?`. E, realmente, as vezes eu acho mesmo que não tenho.

De transporte gastamos em torno de ¥80, o teleférico, slide car e a entrada da muralha juntos ¥320. Lembrando que somos em dois. A cotação naqueles dias era em torno de R$1 = ¥1,60.

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TRABALHANDO PARA OS ORANGUTANGOS EM BORNEO (29/09/15 – 19/10/15)

Antes de resolver qualquer coisa da nossa volta ao mundo a gente se inscreveu no WorkAway. Como casal a gente pagou 32 dólares (que valiam menos que barra de ouro no começo do ano) para ter um perfil durante dois anos. O site permite que você entre em contato com organizações e pessoas do mundo todo que oferecem trabalho em troca de facilidades, pode ser hospedagem, alimentação, transporte e até um pouco de dinheiro às vezes.

Foi lá que a gente encontrou o Monkeebar, e foi por isso que resolvemos vir pra parte da Malásia que fica na ilha de Bornéu. O bar fica na cidade de Kuching e é um dos mais frequentados na cidade. Metade dos lucros do vai para o Orangutan Project, um projeto de conservação animal nas florestas tropicais da ilha.

Antes de mais nada do que a gente gostou é que o projeto é sério de verdade. Nos santuários os voluntários ou turistas não podem pegar os macacos no colo ou colocar qualquer outro animal em situação de turismo irresponsável. São vários animais resgatados, tem macacos, ursos, pássaros, cobras, crocodilos e animais que a gente nunca tinha visto antes, e a idéia é que eles possam retornar ao ambiente selvagem. Infelizmente com a maioria deles isso não vai acontecer, já que eles foram sempre acostumados aos humanos ou são muito cobiçados por caçadores e moradores da região. Hoje parte do que o projeto arrecada é destinada para solucionar – ou minimizar – o problema inicial comprando áreas de floresta, por exemplo.

Depois que nosso trabalho tem sido super divertido. Trabalhamos num bar super animado e as pessoas que conhecemos aqui fazem parte de uma grande família. Parece clichê, né? Mas como todo mundo trabalha e mora junto não tem como ser diferente, o clima é super tranquilo e todo mundo se conhece por um bem comum. Temos só mais uns dias aqui e já estamos tristes de ir embora.

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OS MACACOS DE BATU CAVES (18/09/15)

Fomos para Batu Caves na expectativa de encontrar um lugar lindo que nos trouxesse uma sensação muito boa, com cavernas escuras e muitos degraus para subir e descer. Foi exatamente o que encontramos.Passamos algumas horas andando por ali. Lugares tão sagrados quanto esse tem algo de especial que nos interessam muito.

É super fácil, barato e rápido de chegar nos templos do centro de Kuala Lumpur, um trem sai da KL Sentral por menos de RM4 (dá pra considerar R$4=RM4).

Essa estátua enorme é do Deus Murugan, ela tem 43m e é mais alta que o Cristo Redentor. São 272 degraus que levam a uma grande caverna e templos. Para entrar na caverna principal não é preciso pagar nada.

Os macacos quase fazem parte da atração. Eles já estão tão acostumados com as pessoas que não se intimidam na hora de atacar para ver o que tem em sacolas, bolsas e mochilas atrás de comida e se você se distrair eles roubam seu sorvete!

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A MISTURINHA DE KUALA LUMPUR (17/09/15 – 23/09/15)

A Malásia não estava no nossos planos. Como a China nos negou o visto sem passagem de saída tivemos que encontrar um vôo que comprovasse nossa saída do país e Kuala Lumpur foi o mais barato que encontramos. A gente tinha certeza que seria só uma passagem. A ideia era ir em direção norte, até encontrar a Tailândia. No fim das contas hoje a gente prevê que vai ficar pelo menos um mês por aqui.

Na Malásia todo jovem, e muito adulto ou velhinho, fala inglês. Eles dizem que são tão pequenos no mundo que se não souberem falar inglês vão estar sozinhos então desde a escola falar inglês é obrigatório. Isso já resolveu nosso problema de comunicação, depois de um mês na China com conversas eventuais, já que não encontramos tantos chineses com quem conseguíssemos conversar, aqui dá pra puxar assunto com qualquer vendedor ou quem senta do nosso lado no metrô.

A mistura cultural é óbvia. O país é composto de Malaios, Chineses, Indianos e minorias étnicas, basicamente. Pra gente ainda é estranho compreender a separação que eles fazem já que eles se enxergam como povos diferentes dividindo um mesmo país. Não é igual no Brasil que todo mundo tem avós e bisavós que vem de lugares diferentes do mundo mas a gente ainda se vê como brasileiro. Aqui as tradições, os restaurantes e até as escolas são separados. Então eles acabam se segregando um dos outros. Tivemos boas experiências podendo experimentar um pouco de cada dos mundos.

A comida é incrível. Ainda podemos aproveitar um pouquinho da comida chinesa mas o que a gente ama mesmo é a comida indiana. E por menos de RM5 (dá pra considerar hoje a cotação RM1 = R$1) você almoça bem feliz.

Em Kuala Lumpur ficamos no apartamento do Jordan, que encontramos no couchsurfing. No meio de muitos perfis com mais de cem recomendações positivas acabando gostando dele e fomos os primeiros a se hospedar lá. A princípio ficaríamos duas ou três noites mas elas foram se esticando. Fizemos amigos muito bacanas, estávamos num condomínio com piscina e academia, encontramos cerveja e comida barata perto da gente. Não tinha como ir embora tão cedo.

A cidade não é cheia de atrações turísticas e, apesar de contar com um trem fácil que leva pra pontos importantes, tivemos a impressão de que sem carro não se vai muito longe. Numa tentativa furada de se perder pelos bairros chineses e indianos da cidade andamos por viadutos e vias rápidas nada amigáveis para quem está a pé. Mas sempre encontramos algumas coisas para fazer e não tem como não se impressionar com as Petronas Twin Towers, os prédios gêmeos da companhia de petróleo e gás, dois dos mais altos do mundo.

A maioria da população é muçulmana mas não é difícil ver templos budistas e hindus e até igrejas. Muitas mesquitas estão espalhadas pela cidade e o Museu das Artes Islâmicas é lindo e super informativo, desses lugares que podemos ficar horas sem ver o tempo passar. Convivendo com eles a gente compreende melhor o porque das mulheres estarem cobertas, porque eles não bebem ou não comem carne de porco, por exemplo. Um mundo de tradições muito diferente do nosso.

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NANJING, OH NANJING (16/08/15 – 18/08/15)

Nanjing, ou pra gente Nanquim, foi dessas agradáveis surpresas. A gente não tinha tanta expectativa da cidade, fomos principalmente por causa do Museu do Massacre de 1937 e adoramos. A cidade é bastante moderna mas é bem diferente de Shanghai. Parece que foi ali que começamos a sentir mais que estávamos na China.

Foi também nossa primeira experiência com o Coushsurfing. Ficamos na casa da Lisa, uma chinesa que fez faculdade em Inglês, trabalha com importação e tem o sonho de ir morar na Austrália para continuar estudando e trabalhar lá. Com ela mora o William um policial que treina cachorros e morre de vontade de conhecer a França. Foi muito bom! Fazer parte do dia a dia deles, conversar sobre as diferenças e das igualdades dos nossos mundos foi com certeza o que nos fez gostar ainda mais de estar lá.

Um passeio bem gostoso foi andar pelo parque onde fica a montanha roxa (dizem que no começo e no fim do dia ela fica com essa cor) e o mausoléu de Sun Yat-sen, um revolucionário que ajudou a derrubar a última dinastia imperial chinesa, a dinastia Qing em 1911. No caminho vários templos e paisagens podem ser visitados se você desviar do caminho principal. Como era segunda-feira não conseguimos ver tudo e ao fim do dia não acreditamos no quanto andamos.

No próximo post a gente conta um pouco mais sobre a história do Massacre e da nossa visita no museu.

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