HỘI AN OU A CIDADE MAIS FOFA DO VIETNAM

O Vietnam tomou um espaço enorme no meu coração. O que eu lembro é de não ter tanta consciência enquanto eu tava lá do quanto eu estava amando as cidades, as paisagens, as pessoas e a comida. Mas até hoje quando me lembro de alguma coisa de lá parece que o amor pelo país aumenta mais um pouquinho.

Viajamos do sul ao norte de ônibus, uma opção ótima pra quem quer viajar de maneira barata e ir visitando as diferentes regiões do país já que, como ele é muito comprido, demora um bom tempo pra chegar de Ho Chi Min até Ha Noi (ou ao contrário), as duas cidades mais importantes do país. Consideramos até a ideia de comprar uma moto pra fazer o trajeto todo mas a logística, o custo e a falta de coragem fez a gente desistir.

Hội An é uma cidade super fofa, no centro do país que rapidamente se tornou a minha queridinha desde que chegamos lá. A cidade é patrimônio mundial da humanidade, tem praia, templos e campos de arroz próximos mas o que a gente fez mesmo foi aproveitar com calminha as ruas fofas e o pôr do sol, comendo rambutam – uma frutinha que lembra lichia, e é uma delícia – tomando cerveja e se apaixonando por cada chapéu que a gente via na cabeça de um vietnamita.

A cidade é famosa por ter muitas lojas de alfaiataria onde você pode mandar fazer uma roupa sob medida que fica pronta em horas. A gente não fez porque mas dizem que super vale a pena, se você tiver sorte. É lindo andar pelas ruas e ver as lojas cheia de tecidos e roupas. A cidade antiga é cortada pelo Rio Thu Bồn e é o lugar mais gostoso de passear, principalmente durante a noite, onde os bares colocam mesinhas pra fora e você fica vendo os barquinhos passando e o movimento.

Pra mim, mesmo adorando cidades grandes super movimentadas e cheia de coisas pra fazer, o charme dessas cidades menores é que o tempo parece passar mais devagar e o ritmo do dia fica leve leve…

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AS MURALHAS DE PINGYAO

Pingyao é uma cidade que fica entre Beijing e Xi’An e resolvemos parar por lá já que era só descer em uma estação de trem no nosso caminho e porque ela promete ser super interessante.

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As muralhas ao redor do centro antigo, do século XX, são bem preservadas até hoje então existe a cidade dentro e fora das muralhas. A de dentro é uma gracinha, com ruas de paralelepípedo e templos bem cuidados. Como não se pode entrar de carro ou veículos maiores e em algumas aras nem de moto ela é bem tranquila.

Já a cidade de fora é feia, suja e desorganizada. É muito estranho ver a diferença enorme entre elas.

Para visitar os pontos turísticos é necessário comprar um ticket que vale por alguns dias. Como o preço era alto e a gente andava um pouco cansado de templos não compramos e ficamos só andando pelas ruelas. Foi por elas que encontramos uma das pessoas mais peculiares do nosso caminho: ele tem uma pequena loja de música e livros só de artistas ocidentais. Um universo tão diferente pra eles que faz da lojinha ser um lugar bem especial.

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A experiência da pousada que ficamos foi super peculiar. Era praticamente uma casa local, com banheiro aberto impossível de ir e sem muita estrutura. Apesar da simplicidade a família era muito querida e nos acolheu muito bem. Foram dias conversando apenas por gestos e pelo tradutor, mas com tanta boa vontade e carinho que faz qualquer viagem ficar mais bonita.

Mas se você perguntar se é uma cidade imperdível na China? A gente diria que não, o clima da cidadezinha é feito só pra turistas – o que não é muito raro em alguns pontos turísticos do país – mas você vai preferir mais verdade num país que é tão incrível.

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NOSSO PARAISO NA INDONESIA

Gili foi nosso paraíso. Foi lá que vimos as praias mais lindas e tivemos uma das experiências mais deliciosamente incríveis da viagem.

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São três ilhas, Gili Trawangan, Gili Air e Gili Meno, bem pequenas entre a ilha de Bali e de Lombok, na Indonésia. A maior delas, Gili T., tem 2km x 1km e foi nela que ficamos hospedados.

Achamos a ilha bem democrática. Se você quer luxo, tem hotel de luxo. Se quer fervo, tem vários bares e ofertas de cogumelos mágicos. Da pra fazer snorkel e mergulho em todas as partes das ilhas. Se quer sossego, não precisa nem se esforçar.

O mar azul ainda desperta saudades na gente. Nenhum de nós nunca tinha conhecido praias tão lindas e paradisíacas e a sensação que fica é de que o mundo é mesmo muito lindo. E que nós, definitivamente, somos fãs de praia e sol.

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Já chegamos super bem hospedados porque meus pais e o Dan fizeram uma surpresa pra mim de aniversário. Passamos uma noite num hotel super bacana. Pra dois viajantes com pouco luxo não tinha presente melhor. Aproveitamos os drinks de bem-vindos, a piscina, a cama maravilhosa. Nos outros dias voltamos pras nossas humildes acomodações e aproveitamos muito cada minuto por lá.

A água é tão azul e clara que é possível fazer snorkel bem pertinho da areia, alugamos óculos e passamos um dia todo vendo os peixinhos. Se pra mim isso já era novidade, eu nunca tinha visto nada parecido antes, o dia seguinte foi ainda mais incrível.

Passeamos de barco pelas três ilhas para ver os peixes e as tartarugas em locais específicos. Não dava pra acreditar. Eu me senti no ‘Procurando Nemo’ e o Dan se espantou com as linhas habilidades aquáticas que nem eu mesma sabia que tinha.

Quando chegamos na região onde fica um barco naufragado e vimos mergulhadores lá no fundo nao tivemos dúvidas: faríamos o mesmo no dia seguinte.

O Dan já tinha feito o curso todo no Brasil, e adora. Ele me ensinou várias coisas, além de me deixar mais tranquila. A ilha é famosa pra pratica de scuba diving e por isso eles combinam um mesmo preço pra não haver
concorrência desleal, então só escolhemos a escola que gostamos mais.

Nos levaram pro ‘Paraíso das Tartarugas’ e a gente não poderia ter escolhido lugar melhor. Quando eu lembro o tamanho das tartarugas verdes que vimos eu ainda não acredito que estivemos lá. Éramos pequenos do lado daquela coisa tão bonitinha e tranquila. Deu também pra ver vários outros peixes e crustáceos, lindos corais e animais diferentes.

Eu que nunca tinha pensado em mergulhar, não vejo a hora de ir de novo.

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VEM, 2016

Passamos nossa virada de ano em Ho Chi Minh, no Vietnã. Achamos que a cidade nem estaria muito animada mas foi ótimo, as ruas estavam cheias e muitos fogos de artifício coloriram o céu meia noite. Depois ainda entramos de penetra numa festa chiquérrima, com direito a champanhe e cerveja a noite toda e uma banda incrível que nos adorou e ganhou até presente da gente.

Tem coisa melhor do que começar um novo ano assim?

Um 2016 incrível pra todo mundo. Cheio de descobertas e sonhos realizados.

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OS SORRISOS EM SIEM REAP

Siem Reap é muito visitada e conhecida por ser a cidade base de visita pro complexo de templo Angkor. Passamos, pra variar, mais tempo do que imaginamos por lá, mas não tinha como ser diferente numa cidade que nos encontrou com os mais abertos sorrisos.

O passeio nos templos é cansativo, vamos contar só sobre eles num outro post. Se você tem tempo é bacana pegar o ticket de pelo menos três dias pra ver com calma e visitar mais ruínas, elas são muitas e é difícil escolher as mais bonitas. Pode ser ainda mais exaustivo se você fizer como a gente e ao invés de ir de tuktuk for de bicicleta. Pedalamos, pelo menos, 40km por dia mas valeu a pena, aproveitamos pra intercalar com dias tranquilos na cidade.

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Várias feiras e ruas só pra pedestres – sempre considere bicicleta e motos pedestres no Sudeste Asiático – ficam abertas até tarde da noite, uma se unindo com a outra fazendo com que o centro de Siem Reap pareça uma grande feira noturna. Comemos comidas deliciosas nas barracas de rua mais movimentadas – a beringela assada com alho foi pedida duas vezes e será repetida nos churrascos na casa do meu pai – e pra quem quer comprar lembrancinhas é um ótimo lugar pra pechinchar e encontrar coisas bem diferentes. Se você caminha em ruas próximas encontra bonitas lojas com produtos artesanais mais únicos e muita arte local. Uma iniciativa que eu gostei bastante é a Angkor Recycled que produz bolsas a partir de embalagens usadas, especialmente de construção civil e produtos agrícolas. Quem fabrica são os locais que normalmente vivem em condições super pobres e ajudam a diminuir o lixo do país, que é também um enorme problema.  

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A cidade é cheia de bonitas iniciativas para ajudar o povo local e relembrar a triste história do Camboja. Tem museus dedicados às minas terrestres abandonadas depois da guerra civil e massacre do Khmer Rouge, tem concerto clássico onde as doações são direcionadas às crianças carentes, tem restaurante que ajuda os jovens a ter esperança profissional. É comum encontrar crianças vendendo livros na rua e pessoas que perderam algum membro ou que foram severamente feridas vendendo alguma coisa. Uma cidade pra te encher de esperança e te emocionar muitas vezes.

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Siem Reap nos emocionou, fomos recebidos por muitos sorrisos e pessoas que tinham alguma coisa pra contar, ou só queriam dar um oi. A gente sabe que vai se lembrar muito de lá por causa das pessoas, dos templos, das andanças na cidade, da minha desatrapalhada pisada num palito que me levou ao hospital e da incrível estreia do Star Wars XVII.

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O MARROM DE LUANG PRABANG

Luang Prabang é um das cidades turísticas mais movimentadas do Laos. Um lugar bonitinho, com resquícios da arquitetura e da comida francesa, já que o país foi colônia no século XIX e XX. Cruzam por ela dois rios importantes: o Mekong e o Nam Khan. A cor dos rios dá ainda mais personalidade pra cidade que tem, também, as ruas marrons, como se a poeira e o barro dominassem todos as superfícies.

Chegamos em clima de festa, já contamos aqui, e nossos dias foram diferentes por conta disso.

A cidade comemorava 20 anos do título de Patrimônio Cultural da Unesco. Na praça central aconteceram algumas apresentações típicas, teve caravana de elefantes e vimos até o presidente no encerramento.

Ao mesmo tempo acontecia o festival de cinema que a gente aproveitou bastante. Vimos filmes da Malásia, Camboja e do Laos. Fizemos alguns workshops e conhecemos pessoas com trabalhos bem diferentes, gente que trabalha muito pra fomentar a cultura local no Sudeste Asiático. Numa conversa com um dos organizadores do Festival percebemos a importância de um evento como esse. O povo do Laos não vai ao cinema. Em todo o país, em seu auge, existiram só 17 cinemas espalhados nas maiores cidades. Então ver um filme representando o próprio povo, com histórias atuais, na língua local, em tela grande e de graça é incrível, é super divertido. Foi bem importante pra gente poder presenciar isso.

Apesar de não termos idos em todos os templos e pontos turísticos mais famosos andamos muito pela cidade. E esse é sempre nosso programa preferido.

A rua principal, onde ficam muitos tuktuks e barracas de sanduíches, vira uma grande feira de rua todas as noites. Os vendedores espalham seus produtos no chão e é preciso tomar cuidado por onde anda. O que mais nos chamou atenção foram braceletes, talheres e abridores de lata feito com as bombas que foram jogadas no país. O Laos é o país mais bombardeado per capta do mundo!

Cruzamos o rio Mekong pra conhecer uma vila de uma tribo local. Onde vimos mulheres produzindo um papel artesanal lindíssimo, com folhas e flores. Um processo demorado e manual, cada uma delas numa atividade diferente. Riam e conversavam, trabalhando tranquilamente. Mais pra frente outra mulher fazendo um tear com infinitos fios. Também muito calmamente, enquanto ria conversando com a mãe que cuidava das crianças.

Tem lugar que o tempo passa de um jeito diferente.

 

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10 COMIDAS FAVORITAS

(Só pra já começar a esclarecendo: as fotos ali em cima não são as nossas preferidas mas nos fizeram muito felizes. As que mais gostamos quase não temos fotos provavelmente por não ter dado tempo!)

Comer é a maneira mais gostosa de entrar em contato com a cultura local. Aqui na Ásia, especialmente no Sudeste Asiático, as comidas de ruas são super comuns e normalmente é nossa dieta diária. Escolhemos onde vamos comer se achamos a comida bonita, se é limpo – e normalmente são super – e se tem bastante gente – sinal de que além de ser boa a comida é mais fresca.

A Indonésia não foi um país onde comemos bem. A comida local normalmente era extremamente gordurosa, muita fritura e poucos legumes, frequentemente eles servem macarrão instantâneo e a gente se espantou no começo. Nada nos chamou a atenção. Em Bali existem vários restaurantes internacionais que devem ser bons, mas sempre muito caros e ocidentalizados demais pro nosso bolso e gosto.

Já no Laos a comida é gostosa. Comemos muito sanduíches em baguetes, já que a colonização foi francesa, porém a comida local lembra bastante a tailandesa, mas ainda não tão gostosa. Até agora nada entrou pra nossa lista de favoritos, como ainda temos uns dia aqui não perdemos as esperanças.

Essa foi a lista não foi fácil de fazer mas a gente selecionou as 10 comidas mais gostosas até agora.

1 – CHINA – Macarrão da rua em Kunming

A China é um bom lugar pra experimentar várias coisas diferentes. Aqui poderiam entrar o pato de Pequim, os porcos agridoces – que são sempre um pedido acertado, os cogumelos de Yunnan, a salada de batatas quase cruas mas o que a gente lembra com saudades até hoje foi um macarrão que comemos na rua de Kunming, no sul do país.

A gente não consegue escolher se foi a da tiazinha no centro da cidade ou do tiozinho do lado do nosso hotel, num bairro bem simples. Mas os dois eram deliciosos. Um macarrão de arroz firme, frito com pimenta e legumes num molho muito gostoso que jamais saberemos exatamente do que era.

2 – MALASIA – Cordeiro da Família da Lyd

Quando ficamos em Penang, na Malásia, na casa de uma família muçulmana chegamos no Haji, festa muçulmana de sacrifício, como contamos aqui. Como uma família convencional tinha o que comer o dia todo e não adianta dizer que está satisfeito, uma tia vai te encher de comida de novo. As portas ficam abertas para que os vizinhos e família sejam recebidos, sempre com um prato na mão.

No dia que chegamos as mulheres estavam na cozinha preparando os ingredientes para o dia seguinte. Ajudamos no que conseguimos no preparo e ainda queremos tentar fazer essa receita sozinhos. Sempre lembramos com carinho, da família e desse prato delicioso.

O cordeiro é muito bem lavado e fica cozinhando muitas horas num molho com especiarias e uma pasta de castanha de caju e cebola. É servido com arroz e legumes. Tinha mais várias comidas deliciosas, mas esse foi especialmente diferente e maravilhoso.

3 – MALASIA – Nassi Kandar de Georgetown

Nassi Kandar é a comida de todo dia dos malaios. Nosso feijão com arroz. Como já contamos aqui a culinária malaia também tem muita influencia dos indianos e nesse prato é bem fácil perceber. Nassi é arroz e Kandar é XXX. Nesse dia almoçamos com a família que nos hospedava num restaurante lotado de locais. A comida era super deliciosa e nossa mãe muçulmana fez a gente repetir até não aguentar mais.

4 – MALASIA – Roti da esquina do condo

Ficamos hospedados num coushsurfer super bacana em Kuala Lumpur, como contamos aqui e aqui, e estávamos rodeados de restaurantes muito muito bons e baratos.

O Roti é um pão feito na chapa, parecido com um chapati ou naan indiano, com uma técnica super legal de assistir. A maneira como eles abrem a massa é diferente. No Sudeste Asiático é comum encontrar esse tipo de pão, mas até agora nenhum foi tão delicioso quanto o da Malásia porque lá a chapa não levava óleo e nos outros países até agora sim, muito.

Esse Roti é servido com alguns molhos, tipo curry, pra comer junto. E os Roti doces também são deliciosos, a gente nunca resistia.

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5 – MALASIA – Mee Mamak do Hotel Basaga

Quando trabalhamos no bar em Kuching, como contamos aqui, tínhamos acesso ao hotel super bacana do mesmo dono. Lá a gente ia pra ter acesso a internet, pra usar a piscina e pra comer Mee Mamak.

O Mee Mamak é um tipo de macarrão de arroz frito com um molho um pouco adocidado, vermelho, com frutos do mar. Tem algumas especiarias bem diferentes e o molhinho que fica é muito irresistível, o cheiro é inconfundível e todas as versões que experimentamos eram ótimas.

6 – MALASIA – Mee Jawa do Warong

A comida da parte da Malásia que fica em Borneo tem menos influencia Indiana mas, por outro lado, tem bastante influencia dos povos locais. A culinária é bem fresca, com bastante frutos do mar e sabores diferentes, com mistura de molhos mais doces e ingredientes que a gente nunca tinha visto antes.

O Mee Jawa é assim, um macarrão de ovo misturado com um molho amarelo, que torna o prato parecido com uma sopa. Pode ser servido com brotos e vegetais, deixando a crocância dar um contraste bem interessante.

7 – TAILANDIA – Pad Thai do vizinho do Hero

No primeiro dia que chegamos em Bangkok o Hero, nosso anfitrião do do hostel/couchsurfing como contamos aqui, nos levou num restaurante super peculiar. Uma mistura de Karaokê com restaurante familiar onde todas as mesas tinham pedido, pelo menos um, whisky. Jantamos ao som de velhinhos cantores.

Comemos vários Pad Thai na Tailândia, além de ser nosso prato favorito ele é a comida mais barata que você encontra, e foi difícil escolher o favorito. Mas esse talvez pela atmosfera, talvez por ser o primeiro mas principalmente porque os locais sempre sabem onde comer foi o melhor.

O Pad Thai é um prato de macarrão de arroz, brotos, vegetais e ovo fritos numa mistura de molho de tamarindo, caldo de peixe, shoyu, acúcar, pimenta, coberto por amendoim e mais pimenta. É muito delicioso e apaixonante. Comemos praticamente todos os dias por lá.

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8 – TAILANDIA – Salada de papaya verde do Siam

A salada de papaya ou manga verdes é super diferente. A gente nunca tinha comido essas duas frutas assim, verdes e crocantes, são bem azedas. Um prato também fácil de encontrar nas ruas da Tailândia – e nas do Laos, pelo que vimos até agora – é super leve e leva muita pimenta.

Num pilão grande são macerados pimenta, alho e tomate. Depois é misturado a papaia ou a manga verdes cortados bem finos e compridos, vagem, limão, amendoim e uma mini beringela que nunca vi no Brasil.

O resultado é uma salada muito fresca, azeda e doce ao mesmo tempo e muito, mas muito, apimentada. É um prato que mostra bem como a cozinha tailandesa mistura os sabores. Nesse dia suores e lágrimas foram derramados depois que eu disse pra moça que fazia minha salada que eu gostava de pimenta. Mas sem arrependimentos, é um dos pratos mais gostosos que comemos lá.

9 – TAILANDIA – Kao Soy que o Dan fez na aula de culinária

Kao Soy é uma sopa com macarrão de ovos. A primeira vez que comemos, num restaurante em frente a uma feira que íamos praticamente todo dia em Chiang Mai, ficamos apaixonados. Mas a que o Dan fez na nossa aula de culinária ficou melhor ainda.

O caldo leva pimentas, curry, leite de coco e mais pimentas. Normalmente é servido com camarões e por cima macarrão crocante, que contrasta de uma maneira linda com o creme que forma. É uma sopa leve por causa do leite de coco, que é super usado, e tem um cheiro muito gostoso por causa da mistura de pimentas e temperos.

10 – TAILANDIA – Mango sticky rice da aula de culinária

Os asiáticos não são muito bons em sobremesas e a gente confessa que sente falta. Mas o mango sticky rice é uma delícia. Talvez porque a gente fez ficou ainda mais gostoso.

Esse arroz grudadinho é bastante comum aqui no sudeste asiático e normalmente é servido em pratos salgados. Pra essa sobremesa ele fica várias horas de molho e é, em seguida, cozido no vapor. Enquanto ainda morno é misturado leite de coco, açúcar de palma derretido com água e açúcar de cana. Depois frio é servido com fatias de mangas. Lembra um pouco um arroz doce, mas eu acho ainda melhor.

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SOBRE ESTAR ABERTO A SURPRESAS

Antes dessa viagem, especialmente em viagens curtas, eu sempre fiz mapas e roteiros. Organizava o que queria ver e fazer pelas regiões de cada cidade, assim os passeios faziam mais sentidos e não deixava quase nada pra trás. Claro que sempre tinha espaço pro desconhecido, pros passeios sem rumo. Mas a minha lógica era que estando pouco tempo num lugar que tem muito pra me oferecer eu precisava ser certeira e eficiente. Tenho essa mania de organização e nas viagens não tinha porque ser diferente.

Assim que a começamos a viajar juntos temos um ritmo diferente. Sem pressa a gente descobre os melhores lugares da maneira que a gente mais gosta, que mais tem a ver com a gente. Desde o começo planejamos muito pouco, mas muito pouco mesmo. Não ficamos procurando as melhores épocas para estar em cada lugar, as vezes fazemos caminho que não fazem tanto sentido e é difícil quando temos certeza do nosso próximo destino.

Alguns vão dizer que planejamento é fator decisivo pra uma viagem como essas. Pra gente, não é. Então funciona assim também. Hoje a gente não vasculha tudo sobre o próximo destino, nem muitas fotos mais a gente vê da próxima cidade.

A verdade é que isso não é uma maravilha. Sabemos que as vezes pagamos passagens de avião mais caras do que deveríamos ou que não vamos conseguir ninguém no couchsurfing pra nos hospedar amanhã. Mas a gente tem se divertido com a sorte / acaso / coincidência.

Chegamos em Luang Prabang, cidade do Laos, faz dois dias. A vinda foi difícil, foram muitas horas num micro-ônibus a 30km/h, onde nem as minhas pernas cabiam de tão apertado. A estrada não tem asfalto e a quantidade de curvas se aproxima ao infinito. Quando chegamos, sem lugar pra ficar porque as vezes nem isso a gente planeja, encontramos pousadas cheias e hotéis caros. Demorou encontrar um lugar que a gente pudesse pagar e, como já era tarde, tomamos banho gelado porque ninguém mais conseguia nos ajudar.

Poderia ser uma tragédia se não fosse a comemoração de 20 anos que a cidade foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Então chegamos numa cidadezinha super bonita e que parece que parou no tempo cheia de coisas pra fazer. Desde que estamos aqui já vimos vários filmes produzidos no sudeste asiático, já fui numa conversa com um americano que tem um projeto fotográfico com cinemas de rua super parecido com minhas pesquisas, já fomos em workshop de produção cinematográfica e em algumas performances sem graça. Amanhã nos esperam 20 elefantes que acabaram de chegar de uma caravana pra preservação da espécie. E nada disso estava nos nossos planos.

Deixar de pesquisar sobre todos os detalhes do próximo destino, além de me deixar mais relaxada, me faz encontrar o desconhecido, me faz ver pela primeira vez os lugares que visito. Pode ser uma cidadezinha nova perto de onde você está, um restaurante que um local diz pra você ir ou a comida que ele sugere você comer, pode ser aquela fruta que você não faz ideia do que é, aquela portinha que você ficou curioso e entrou. Deixar espaço para as surpresas durante uma viagem pode sempre trazer experiências divertidas.

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PELAS RUAS DE BANGKOK

Demoramos 3 meses pra chegar à cidade que começaríamos a viagem. Dia 10 de novembro pousamos em Bangkok, capital da Tailândia e uma das mais importantes e malucas cidades do sudeste asiático. A gente vinha de uma temporada de cidades mais pequenas e tranquilas, praias paradisíacas e floresta. E ficamos super felizes! A gente gosta do caos, da mistura e dos barulhos que uma metrópole traz. A gente gosta de ver tudo junto ao mesmo tempo, de pessoas nas ruas, templos, feiras enormes.

Aqui na Ásia a infra-estrutura das cidades sempre nos surpreende. Pra se locomover por lá não faltam opções: você pode andar que as ruas são super interessantes e amigáveis, tem ônibus, tem metrô, tem trem, tem muitos táxis e tuk-tuks, e tem barco – o nosso preferido por ser um sistema público, super prático e barato, aproveitando o rio que cruza a cidade. Então passear por Bangkok é uma delícia e pode ser sempre de um jeito diferente.

Fizemos couchsurfing em um hostel e pela primeira vez dormimos em dormitório, ou seja, muitos beliches e muitas pessoas. Claro que não é sempre uma delícia, principalmente porque dá vontade de ter mais privacidade e porque o banheiro compartilhado não é nunca o melhor amigo de um viajante. Mas a experiência valeu, nessas horas dá pra reforçar a ideia de que viaja sozinho quem quer! Fizemos um monte de amigos, todo dia tinha companhia diferente pra passear. Dividimos muita experiência diferente de quem está na estrada por muito ou pouco tempo.

Andamos por muitas feiras diferentes. Elas estão espalhadas por toda a cidade e as vezes você nem precisa ir atrás. De repente você está numa rua cheia de barraquinhas de roupa, fruta, suco, comida, sapato, eletrônicos, acessórios, costureira, sapateiro, consertos, livros, bugiganga, o que se conseguir imaginar. Uma das feiras que eu adorei foi a das flores. Os tailandeses usam muitas flores naturais todos os dias – especialmente porque as oferendas budistas são cheias delas e são feitas diariamente, as vezes mais de uma ver por dia. Então a feira é linda, colorida e cheirosa.

Templo também é o que não falta, as estimativas são absurdas – dizem que existem mais de 30.000 templos budistas na Tailândia toda e mais de 1.000, pelo menos, na capital. Gostamos muito do Wat Po, um complexo de espaços sagrados na região central. Um lugar super agradável pra passar algumas horas desconectado do caos pra fora dos muros. Ficamos um bom tempo ouvindo os monges recitarem mantras em um dos templos. Uma sensação indescritível.

Alguns mercados flutuantes estão espalhados pela cidade e o maior deles fica há alguns km para o norte. Não fomos nesse porque dizem ser super turístico mas confesso que me arrependi. Tem alguns passeios que de tanta informação e fotos que vemos ficamos com uma expectativa alta e o mercado que escolhemos era tão pequeno que não empolgou tanto quanto imaginei. Mesmo assim a experiência foi legal, é no barco que ficam as cozinhas e não dá pra acreditar no equilíbrio e estômago que os cozinheiros tem.

A Kao San Road é tão maluca quanto mostram os filmes, se você viu ‘Se Beber Não Case 2’ consegue imaginar. Ela funciona 24h por dia, é cheia de bar e estrangeiro bêbado, dá pra comprar sem pudores documentos falsificados, braceletes com frases ridículas, dá pra fazer tatuagem, comprar roupas e lembrancinhas, e ficar zonzo com tantos letreiros e barulho ao redor. Uma experiência tanto curiosa quanto desnecessária.

Bangkok é tanta coisa ao mesmo tempo que dá pra entender porque tanta gente ama e tanta gente não suporta. A gente gostou, pelo menos por um tempinho.

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NOSSA PRAIA PRETA EM BALI

Balian foi nossa primeira parada em Bali. Ficamos por lá uns dez dias fazendo trabalho voluntário num retiro de yoga / joalheria / sede espiritual de uma alquimista. É, tudo isso misturado. Eu fotografei e o Dan traduziu. Fizemos alguns amigos que acabamos reencontrando várias outras vezes pela viagem, fiz yoga e não aprendi a surfar. Comemos comida sem graça e nadamos todos os dias.

Foram dias muito tranquilos, com um rio no nosso quintal e uma praia de areia preta logo ali. Um bom começo pros nossos dias de Indonésia.

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