‘OKJA’ | FILME DA SEMANA

Eu adoro ler e refletir sobre filmes que eu assisti e mexeram de alguma forma comigo, estamos aí estudando Cinema há tempo pra alguma coisa. Gosto de levar essas histórias por mais um tempo, dando mais significado para o que eu senti e entendendo o que e como ele conseguiu provocar em mim o que provocou. Por isso quero trazer pra cá alguns filmes que eu tenha assistido e que possam despertar alguma vontade em você – fantasma leitor que ainda acredita nesse blog -, sempre sem spoiler, porque, né, eu jamais faria isso!

fonte: netflix

‘Okja’ é o primeiro deles principalmente porque veio numa época particular pra mim já que eu voltei a ser vegetariana faz pouco tempo e o filme trata, entre outros assuntos, sobre a indústria da carne e da alimentação. Mas mesmo que você não seja vegetariana o filme também trata de amizade e de questões políticas e sociais do nosso tempo de maneira divertida. Eu, que não sou referência nesse ponto, chorei horrores e acho difícil não se emocionar pelo menos um pouquinho.

É dirigido pelo diretor e roteirista sul-coreano Bong Joon-Ho, diretor de outro filme que eu gosto muito – e também recomendo, é meio doido mas vale a pena – ‘Gwoemul’ (‘The Host’ ou ‘O Hospedeiro’). Misturando fantasia e ficção foi produzido e exibido exclusivamente pelo Netflix, o que levantou algumas críticas e discussões enquanto em competição em Cannes, já que nunca viu ou verá a sala de cinema – pelo meu queridíssimo Almodóvar.

O filme conta a história de Mija, uma menina sul coreana que mora com seu avô em uma montanha isolada, que tenta livrar sua melhor amiga Okja, uma super-porca muito fofa, de ser sequestrada por uma gigante empresa.

Principalmente porque as outras personagens a quem somos apresentadas são bastante caricatas, como Lucy (Tilda Swinton) e Jay (Paul Dano) é na espontaneidade e leveza de Mija que nos conectamos de verdade e torcemos para ela consiga resgatar sua amiga. O humor, muitas vezes até inocente e infantil, ajuda a fazer algumas críticas à questões contemporâneas sem qualquer sutileza já que explicita as mensagens que quer passar. Pra mim é aqui que mora o maior mérito do filme: tratar assunto sério com humor sem deixar de lado a gravidade dos temas.

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